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O mercado já havia começado a especular que a transferência poderia não receber o aval da autoridade monetária
O Banco Central barrou a tentativa de Maurício Quadrado de assumir o controle do BlueBank, fundado por Daniel Vorcaro, e impediu a transferência do comando da instituição.
A informação foi dada em primeira mão pelo Broadcast e confirmada ao Seu Dinheiro por uma fonte próxima à autoridade monetária.
O mercado já havia começado a especular que a transferência poderia não receber o aval da autoridade monetária, especialmente após o Master ter sido colocado sob os holofotes pela potencial venda de ativos para o Banco de Brasília (BRB).
Segundo a agência de notícias, a decisão de negar a troca de controlador ocorreu antes mesmo do veto à venda do Master para o BRB. O BlueBank chegou a recorrer, mas perdeu.
Assim, qualquer negociação — incluindo uma venda como noticiou o Money Times nesta semana (leia mais abaixo) — precisa ser negociada com o banco de Daniel Vorcaro. No LinkedIn, Quadrado continua a ostentar o título de CEO do BlueBank — posição esta que assumiu no início deste ano.
Vale lembrar que Quadrado já foi sócio de Vorcaro no Master, mas deixou a sociedade em 2024, ficando com o Letsbank — que depois se transformou no BlueBank.
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No fim de 2024, o BlueBank reportava R$ 1,5 bilhão em ativos, sendo R$ 1,1 bilhão em carteira de títulos e valores mobiliários, de acordo com o último balanço disponível.
Em janeiro deste ano, Quadrado chegou a anunciar a compra do Digimais, do empresário Edir Macedo, ligado à Igreja Universal e à TV Record, mas o negócio não avançou.
Entre as conexões do BlueBank está a Trustee DTVM — ligada ao empresário Nelson Tanure —, que, junto à Banvox, administrava fundos investigados na Operação Carbono Oculto. A Trustee já renunciou à gestão dos fundos que estavam na mira da megaoperação contra o crime organizado.
Mais recentemente, o Money Times noticiou que o BlueBank estaria à procura de um comprador, após a crise envolvendo a Ambipar (AMBP3), já que parte relevante de seus ativos estava alocada nos papéis da companhia por meio de fundos.
A assessoria do BlueBank, porém, negou que a instituição estivesse à venda e afirmou que a posição em Ambipar foi liquidada antes da derrocada dos papéis. Uma fonte próxima disse ao Seu Dinheiro que, com o colapso da empresa de serviços de gestão ambiental, o banco fica com um crédito tributário que pode se tornar um ativo interessante para um potencial comprador.
Se a venda fosse de fato considerada, Quadrado se encontraria em uma disputa indireta com Vorcaro, que também busca soluções para o Master e outras operações, como o Will Bank, que segue no mercado à procura de interessados.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a assessoria de Quadrado afirmou que o executivo não se manifestaria sobre o tema. O Banco Central não respondeu ao contato da reportagem até o momento de publicação desta matéria. O espaço continua aberto caso queiram se manifestar.
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