Itaú (ITUB4) tem lucro quase 14% maior, a R$ 11,1 bilhões, e mantém rentabilidade em alta no 1T25
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio atingiu a marca de 22,5% no primeiro trimestre; veja os destaques

Diante de um sarrafo difícil de ser cumprido no primeiro trimestre de 2025, o Itaú Unibanco (ITUB4) entregou nesta quinta-feira (8) mais um conjunto de resultados fortes entre janeiro e março.
Em termos de lucratividade, o lucro líquido recorrente do maior banco privado do país somou R$ 11,1 bilhões no período. O montante corresponde a um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2,2% contra o trimestre passado.
- VEJA MAIS: A temporada de balanços do 1T25 começou – veja como receber análises dos resultados das empresas e recomendações de investimentos
O resultado veio levemente acima das expectativas de analistas, que esperavam um lucro médio de R$ 11,073 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Bloomberg.
“A solidez dos nossos indicadores financeiros demonstram o quanto o Itaú Unibanco está preparado e forte para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades no curto e no longo prazo, gerando valor real para clientes, investidores e a economia brasileira”, disse Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, em nota.
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) atingiu a marca de 22,5%, aumento de 0,6 ponto percentual (p.p) na base anual e de 0,4 p.p em relação ao quarto trimestre de 2024.
A cifra também seguiu bem acima dos níveis de pares privados como o Santander (SANB11) e o Bradesco (BBDC4).
Leia Também
“Os resultados do Itaú Unibanco neste primeiro trimestre de 2025 refletem um círculo virtuoso de solidez e entrega de valor", afirmou o diretor financeiro (CFO), Gabriel Amado de Moura.
Outros destaques do balanço do Itaú (ITUB4) no 1T25
A margem financeira, que considera a receita com crédito menos os custos de captação, somou R$ 30,3 bilhões no primeiro trimestre, um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2024.
A margem financeira com o mercado — indicador que reflete a remuneração do banco com as operações de tesouraria — apresentou queda de 12,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
Já a margem com clientes do Itaú teve aumento de 13,9% no mesmo período. Segundo o banco, a performance foi ajudada pelo efeito positivo do crescimento da carteira de crédito, da maior margem com passivos e da melhor remuneração do capital.
Enquanto isso, o custo do crédito subiu 2,1% em relação ao 1T24 e 3,8% frente ao quarto trimestre de 2024, para R$ 9 bilhões. O aumento é atribuído à sazonal menor recuperação de créditos baixados como prejuízo, além do menor volume de vendas de carteira em prejuízo.
A carteira de crédito ampliada do Itaú subiu 13,2% frente ao mesmo intervalo de 2024, mas recuou 1,7% no comparativo com o trimestre imediatamente anterior, para R$ 1,38 trilhão.
Do lado dos níveis de inadimplência (NPLs) do banco, o índice de devedores acima de 90 dias teve queda de 0,1 ponto porcentual contra o quarto trimestre de 2024 e de 0,4 p.p na base anual, a 2,3%. Trata-se do terceiro trimestre consecutivo de redução nominal da inadimplência.
O destaque do trimestre foi a inadimplência da carteira de pessoas físicas, que recuou 0,6 ponto percentual na base anual, a 3,6%, no menor patamar da história do Itaú.
Já as provisões para devedores duvidosos (PDD) cresceram 2,5% no comparativo anual, para R$ 9,49 bilhões em perdas previstas no crédito no primeiro trimestre.
Tarifas e despesas
As receitas com prestação de serviços subiram 3,5% no período em relação ao ano passado, chegando a R$ 11,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025.
Enquanto isso, as despesas não decorrentes de juros avançaram 9,8% no comparativo anual, mas recuaram 5,5% na relação trimestral, a R$ 15,7 bilhões.
O QUE VEM AÍ
C&A (CEAB3) liga o modo “Full Power”: varejista planeja abrir até 80 lojas e acelerar investimentos até 2030
26 de agosto de 2026 - 16:15FOI ÀS COMPRAS
Desktop (DESK3) engorda portfolio com a compra total de outra empresa de internet, mas ação cai forte na bolsa
26 de agosto de 2026 - 13:00BANHO DE LOJA
O risco da blusinha: roupas da Shein estão ainda mais baratas, e desafio para Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) fica maior
26 de agosto de 2026 - 12:36ADOCICOU
Peso do El Niño na São Martinho (SMTO3) é menor do que parece: XP eleva recomendação e vê valorização de mais de 50%
26 de agosto de 2026 - 11:30SOB NOVA DIREÇÃO
O que a Ecopetrol reserva para a Brava Energia (BRAV3)? Executivo fala em diminuir dívidas, pagar dividendos e crescer
26 de agosto de 2026 - 10:47CONTRATOS PÚBLICOS RELEVANTES
O que sobrou da Oi (OIBR3)? Serviços terão fase de transição até o fim definitivo
26 de agosto de 2026 - 9:15VAI PINGAR NA CONTA?
Dividendos da Vale (VALE3): o gatilho que ainda passa despercebido, mas pode colocar mais proventos no bolso de quem tem as ações
26 de agosto de 2026 - 6:01AINDA NÃO É DESSA VEZ
R$ 12 bi fora da mesa (por enquanto): Bradesco nega acordo para compra da Amil, mas não fecha as portas para o negócio
25 de agosto de 2026 - 20:04SD EXPLICA
Crise das Casas Bahia (BHIA3): o que realmente aconteceu para levar a varejista à recuperação judicial?
25 de agosto de 2026 - 18:45QUEBROU
De novo: Oi (OIBR3) tem falência decretada pela Justiça pela segunda vez
25 de agosto de 2026 - 15:59VEM COISA BOA POR AÍ?
A declaração do CEO da Vale (VALE3) que fez as ações da mineradora subirem quase 2%
25 de agosto de 2026 - 15:38R$ 6 BILHÕES EM JOGO
O bilhete premiado de ONCO3? CVM julga oferta que pode pagar 10 vezes o preço atual da ação — mas só para alguns acionistas
25 de agosto de 2026 - 10:02MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS
Fundador do PagBank (PAGS34), Luiz Frias dá adeus ao conselho da dona da ‘moderninha’; o que muda para a empresa?
24 de agosto de 2026 - 12:07MAIS PRAZO PARA NEGOCIAR
Braskem (BRKM5) avança para pedir recuperação extrajudicial com mais de US$ 10 bilhões em dívida, diz jornal
24 de agosto de 2026 - 8:49DEFESA