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Lucro líquido da companhia aumentou 16,4% na comparação anual, mas cresceu menos que o mercado esperava
As ações da WEG (WEGE3) lideram as quedas no Ibovespa nesta quarta-feira (30).
A fabricante de motores elétricos é considerada uma das “queridinhas” da bolsa brasileira, mas o papel é penalizado hoje pela frustração dos investidores com o balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).
A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,54 bilhão no período, um avanço de 16,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Na comparação com o trimestre anterior, o lucro líquido da WEG caiu 8,8%.
Além disso, outras linhas do resultado ficaram abaixo da mediana das expectativas dos analistas. A reação negativa dos investidores pressionava as ações, que caíam mais de 10% no início da tarde.
Isso provoca uma rara aparição da WEG na condição de maior queda do dia entre as ações negociadas na B3.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da WEG alcançou R$ 2,17 bilhões no 1T25, um crescimento de 22,8% na comparação anual. No entanto, o indicador recuou 9% em relação ao 4T24. A mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 2,27 bilhões.
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A margem Ebitda também registrou uma diminuição, ficando em 21,6%, 0,4 ponto percentual abaixo da margem do 1T24 e 0,5 ponto percentual inferior ao trimestre anterior.
A receita operacional líquida da WEG no primeiro trimestre de 2025 foi de R$ 10,07 bilhões, marcando um crescimento de 25,5% sobre o mesmo período de 2024. O número também veio abaixo do consenso.
Segundo o banco BTG Pactual, o resultado foi impactado pelo câmbio fraco, mas a companhia reportou crescimento orgânico "decente".
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 36,3% nas vendas externas, enquanto o mercado interno cresceu 14%.
Apesar da expansão nas receitas, o ROIC (retorno sobre o capital investido) da empresa caiu para 33,2%, uma redução de 5,7 pontos percentuais em relação ao 1T24 e uma queda de 1 ponto percentual em comparação ao 4T24.
Na véspera da divulgação dos resultados, a WEG anunciou que a assembleia geral ordinária aprovou o aumento de capital por meio da incorporação de reservas.
Com isso, o capital social da companhia será elevado de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,5 bilhões, sem aumento no número de ações emitidas.
Em seu relatório de resultados, a companhia afirmou que o trimestre foi marcado por uma boa demanda por seus produtos e serviços, apesar do cenário geopolítico incerto.
Apesar de o resultado ter vindo aquém das expectativas, o BTG mantém recomendação de compra para WEG3 com preço-alvo de R$ 61,00.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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