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Isabelle Miranda

Isabelle Miranda

Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.

TCHAU, QUERIDA?

Balanço da Weg (WEGE3) frustra expectativa e ação despenca 10% na bolsa; o que fazer com a ação agora

Lucro líquido da companhia aumentou 16,4% na comparação anual, mas cresceu menos que o mercado esperava

Isabelle Miranda
Isabelle Miranda
30 de abril de 2025
12:48 - atualizado às 10:02
WEG WEGE3

As ações da WEG (WEGE3) lideram as quedas no Ibovespa nesta quarta-feira (30).

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A fabricante de motores elétricos é considerada uma das “queridinhas” da bolsa brasileira, mas o papel é penalizado hoje pela frustração dos investidores com o balanço financeiro referente ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).

A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,54 bilhão no período, um avanço de 16,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024. Na comparação com o trimestre anterior, o lucro líquido da WEG caiu 8,8%.

Além disso, outras linhas do resultado ficaram abaixo da mediana das expectativas dos analistas. A reação negativa dos investidores pressionava as ações, que caíam mais de 10% no início da tarde.

Isso provoca uma rara aparição da WEG na condição de maior queda do dia entre as ações negociadas na B3.

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WEG registra crescimento no 1T25, mas recua no ROIC e na margem Ebitda

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da WEG alcançou R$ 2,17 bilhões no 1T25, um crescimento de 22,8% na comparação anual. No entanto, o indicador recuou 9% em relação ao 4T24. A mediana das estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg era de R$ 2,27 bilhões.

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A margem Ebitda também registrou uma diminuição, ficando em 21,6%, 0,4 ponto percentual abaixo da margem do 1T24 e 0,5 ponto percentual inferior ao trimestre anterior.

A receita operacional líquida da WEG no primeiro trimestre de 2025 foi de R$ 10,07 bilhões, marcando um crescimento de 25,5% sobre o mesmo período de 2024. O número também veio abaixo do consenso.

Segundo o banco BTG Pactual, o resultado foi impactado pelo câmbio fraco, mas a companhia reportou crescimento orgânico "decente".

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O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 36,3% nas vendas externas, enquanto o mercado interno cresceu 14%.

Apesar da expansão nas receitas, o ROIC (retorno sobre o capital investido) da empresa caiu para 33,2%, uma redução de 5,7 pontos percentuais em relação ao 1T24 e uma queda de 1 ponto percentual em comparação ao 4T24.

Aumento de capital da companhia

Na véspera da divulgação dos resultados, a WEG anunciou que a assembleia geral ordinária aprovou o aumento de capital por meio da incorporação de reservas.

Com isso, o capital social da companhia será elevado de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,5 bilhões, sem aumento no número de ações emitidas.

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Em seu relatório de resultados, a companhia afirmou que o trimestre foi marcado por uma boa demanda por seus produtos e serviços, apesar do cenário geopolítico incerto.

Apesar de o resultado ter vindo aquém das expectativas, o BTG mantém recomendação de compra para WEG3 com preço-alvo de R$ 61,00.

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