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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

RESULTADO

É recorde atrás de recorde: BTG Pactual (BPAC11) supera expectativa com rentabilidade de 28% e lucro de R$ 4,5 bilhões no 3T25

O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre

Camille Lima
Camille Lima
11 de novembro de 2025
5:14 - atualizado às 8:24
Escritório do BTG Pactual BPAC11
Escritório do BTG Pactual (BPAC11) - Imagem: Divulgação

O BTG Pactual (BPAC11) parece determinado a mostrar ao mercado que entregar recorde atrás de recorde é o "novo normal" do banco de André Esteves. A instituição divulgou mais um balanço forte nesta manhã (11), com um lucro líquido ajustado de R$ 4,54 bilhões no terceiro trimestre de 2025. 

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A cifra corresponde a um aumento de 41,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 8,5% contra o trimestre passado.

O montante também superou muito as expectativas dos analistas. O mercado previa uma média de R$ 3,96 bilhões, de acordo com estimativas do consenso Bloomberg.

Segundo o BTG, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da receita e pela gestão disciplinada de custos, que resultou no menor índice de eficiência da história do banco, de 34,1%.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou ao patamar recorde de 28,1% no trimestre. A cifra veio bem acima do previsto pelo mercado, de 24,4%, segundo a média das estimativas compiladas pelo Seu Dinheiro.

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Com o resultado, o BTG conseguiu superar com larga vantagem os níveis de rentabilidade dos principais bancos privados, incluindo o Itaú Unibanco (ITUB4).

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Na visão de Roberto Sallouti, CEO do BTG, o lucro recorde e o retorno elevado refletem os investimentos estratégicos realizados pelo banco ao longo da última década, que "ampliaram nossa presença em novos segmentos e produtos, consolidando o BTG Pactual como um banco completo".

"O desempenho consistente em todas as linhas de negócio resulta do nosso compromisso com a excelência na experiência dos clientes e com a disciplina na gestão de custos, riscos e execução da estratégia. Seguimos investindo em inovação e em novos produtos e serviços para sustentar um crescimento saudável e de longo prazo", disse Sallouti.

A carteira de crédito do BTG Pactual (BPAC11)

A receita total do BTG Pactual no terceiro trimestre chegou a R$ 8,81 bilhões, uma alta de 36,8% em relação ao mesmo período de 2024 e de 6,3% em relação ao trimestre anterior, com forte desempenho em todas as linhas de negócios do banco.

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O faturamento da área de Corporate Lending & Business Banking chegou a R$ 2,15 bilhões, alta de 26% na base anual.

A carteira de crédito total do BTG alcançou a marca de R$ 246,9 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 3,8% na base trimestral e de 17,4% em doze meses. "Seguimos ampliando nossa participação em diferentes segmentos e regiões, mantendo spreads saudáveis e níveis consistentemente baixos de inadimplência", escreveu o banco.

No crédito a empresas, a carteira de Corporate Lending chegou a R$ 217,95 bilhões, alta de 17,9% no trimestre e de 4,2% no ano.

Já o portfólio de pequenas e médias empresas (PMEs) aumentou 1,1% na comparação trimestral e 13% no ano, para R$ 29 bilhões. Segundo o banco, embora tenha decidido por um crescimento mais moderado no crédito para PMEs, o BTG continuou a evoluir o portfólio de produtos e serviços para o segmento, incluindo o lançamento do BTG Pay, a nova maquininha do banco.

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Enquanto isso, a Tesouraria do banco viu as receitas de Sales & Trading subirem 16% frente ao mesmo intervalo de 2024, para o novo recorde de R$ 1,94 bilhão. O BTG atribui a performance à maior atividade de clientes, impulsionada pela expansão de novas linhas de negócio e pela alocação eficiente de risco.

Já a área de Investment Banking viu as receitas avançarem 69% na comparação anual, mas encolherem 18% frente ao desempenho recorde do trimestre anterior, para R$ 643 milhões.

Apesar da queda na base sequencial, o BTG afirma que reportou um "resultado sólido, reforçando a força da franquia de mercado de capitais", com a área de crédito (DCM) entregando receitas recordes, impulsionada pelo momento do mercado de dívida, e com as divisões de fusões e aquisições (M&A) e renda variável (ECM) contribuindo positivamente.

Outros destaques do balanço do 3T25

O BTG manteve o ritmo de expansão das franquias de clientes nas plataformas de Asset & Wealth Management durante o trimestre, ajudada pela consolidação da JGP Wealth Management no período. Com isso, o total de ativos sob administração (AuM/WuM) chegou a aproximadamente R$ 2,29 trilhões.

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A área de gestão de fortunas (Wealth Management & Personal Banking) também entregou mais um trimestre recorde, com uma receita de R$ 1,36 bilhão, aumento de 10,2% na comparação trimestral e de 35,7% na base anual, e um total de R$ 1,13 trilhão em ativos (WuM) no trimestre.

Por sua vez, a plataforma de gestão de recursos (Asset Management) do BTG somou R$ 747,5 milhões em faturamento no terceiro trimestre, alta de 19,8% na base trimestral e de 23,3% frente ao ano anterior.

Já o total de ativos sob gestão (AuM) chegou a R$ 1,15 trilhão no período, com novas captações concentradas em estratégias de renda fixa local e administração fiduciária.

O Seu Dinheiro pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG.

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