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Com o plano aprovado, grande parte da dívida pré-existente será revertida em ações, permitindo que a empresa levante recursos
A Azul (AZUL4) deu mais uma passo importante em seu processo de reestruturação nesta sexta-feira (12). A empresa anunciou que a Justiça dos Estados Unidos aprovou o plano de recuperação judicial durante audiência em Nova York.
Segundo a companhia aérea, o juiz norte-americano autorizou a reestruturação da dívida da Azul, permitindo que ela reduza mais de US$ 2 bilhões em dívidas e capte recursos por meio de uma nova oferta de direitos de subscrição de ações e investimentos da American Airlines e da United Airlines.
O acordo com as duas aéreas norte-americanas foi anunciado ainda em novembro e, na prática, autoriza as empresas a colocarem dinheiro na Azul em troca de participação acionária. Segundo o contrato entre as companhias, a United e a American vão investir até US$ 300 milhões em ações da aérea brasileira.
Esses acordos fazem parte das negociações amplas com credores no processo de Chapter 11, que equivale a recuperação judicial aqui. A Azul entrou com o pedido em maio deste ano.
Agora, com o plano aprovado, grande parte da dívida pré-existente será revertida em ações, permitindo que a empresa levante recursos com a venda de novos papéis.
O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, afirmou que a companhia “fica numa situação muito mais leve” com a aprovação do plano pela justiça norte-americana.
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“Nossa ideia era para (a Azul sair do processo) com alavancagem de três vezes, mas vamos sair com uma alavancagem de 2,5 vezes”, disse o executivo em entrevista à Reuters.
“Tem duas coisas que são fundamentais para nós. Primeiro, nossa dívida está baixando 60% e nossos juros ao ano estão baixando mais ou menos US$ 200 milhões ao ano. Então a dívida cai, o juro cai junto. Além disso, a nossa dívida do aluguel de aeronaves também está caindo. E está caindo 28%.”
“Eu estou voando mais ou menos a mesma frota…mas eu estou pagando US$ 300 milhões a menos ao ano com isso. Então esse é o benefício que o processo do Chapter 11 traz”.
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