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Reação veio após executivo da Apple, afirmar que buscas por IA eventualmente substituirão os mecanismos de busca padrão, como Google
Bastou falar do crescimento da inteligência artificial (IA) como mecanismo de busca para que as ações da Alphabet, dona do Google, derretessem em Wall Street nesta quarta-feira (7).
A reação veio após Eddy Cue, vice-presidente sênior de serviços da Apple, afirmar que mecanismos de busca baseados em IA eventualmente substituirão os mecanismos de busca padrão, como o Google, de acordo com a Bloomberg.
Como toda boa previsão “apocalíptica”, os comentários geraram um mau presságio entre os investidores, tanto para a Alphabet quanto para a Apple.
Por volta das 15h45, as ações da Alphabet (GOOGL) despencavam 8,29%, enquanto as da Apple (AAPL) recuavam 1,87%. Ambas as empresas estão listadas na Nasdaq.
Já os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) das empresas também refletiram as falas de Cue, com os recibos das ações da Alphabet (GOGL34) despencando 7,68% e os da Apple (AAPL34) caindo 1,52%.
Os BDRs são certificados que representam ações emitidas por empresas sediadas em outros países.
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A previsão do executivo da fabricante do iPhone foi feita durante seu depoimento no processo movido pelo Departamento de Justiça dos EUA contra a Alphabet.
Durante a sessão, Cue revelou algo inconveniente: que a Apple está "analisando ativamente" a reformulação do navegador Safari para se concentrar em mecanismos de busca com tecnologia de IA.
A mudança radical no setor pode ser acelerada pelo possível fim de uma parceria de longa data com o Google — especialmente porque o acordo é estimado em US$ 20 bilhões por ano entre as gigantes da tecnologia, segundo a Bloomberg.
No centro do caso está a estratégia do Google de pagar empresas de tecnologia como a Apple para se tornarem o mecanismo de busca padrão em suas plataformas.
Cue ressaltou que as buscas no Safari caíram pela primeira vez no mês passado, o que foi causado pelo uso da IA.
O executivo acredita que os provedores de busca por IA — como a OpenAI, por exemplo — eventualmente substituirão os mecanismos de busca padrão.
Cue acredita que é questão de tempo até que a Apple traga essas opções para o Safari, de acordo com a Bloomberg. A mudança “iminente” é gigantesca para a fabricante do iPhone, que possui mais de 2 bilhões de dispositivos ativos.
Desde o lançamento do smartphone original da Apple, em 2007, os usuários navegam na web fazendo buscas no Google.
O caso pode forçar as gigantes da tecnologia a desfazer o acordo, alterando o funcionamento do iPhone e de outros dispositivos há bastante tempo consolidados.
*Com informações da Bloomberg
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