Após reestruturar dívida de R$ 5,1 bilhões, Unigel conclui processo de recuperação extrajudicial e inicia nova fase de governança
Credores passaram a deter 50% de participação acionária na companhia, que agora tem Dario Gaeta como novo CEO

A petroquímica Unigel anunciou nesta quinta-feira (30) a conclusão do processo de recuperação extrajudicial da companhia, iniciado em fevereiro do ano passado junto à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.
Em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o processo foi encerrado após a conversão de R$ 5,1 bilhões da dívida antiga em novos instrumentos financeiros, que permitiu a desalavancagem da companhia em cerca de 50%.
Adicionalmente, a Unigel conseguiu captar US$ 100 milhões (cerca de R$ 587 milhões) junto aos credores que optaram pela "Opção A" na reestruturação.
Destes recursos, a maior parte será destinada à conclusão da construção da planta de Ácido Sulfúrico, “redimensionamento do capital de giro e fortalecimento do caixa da companhia.
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Nova estrutura de governança
Além da recuperação financeira, o processo também provocou mudanças significativas na estrutura de governança da Unigel. Com a reestruturação, os credores passaram a deter 50% da participação acionária na companhia.
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Além disso, o conselho de administração da companhia foi ampliado para sete membros, sendo três representantes da família fundadora, três representantes dos credores e um membro independente, que será escolhido em conjunto entre os credores e a Cigel.
Outra novidade no processo de reestruturação da companhia é a inclusão de Roberto Noronha Santos no conselho, além da nomeação de Dario Gaeta como novo CEO.
A recuperação extrajudicial da Unigel
Em grave crise financeira, a indústria química Unigel chegou a um acordo com credores e entrou com um plano de recuperação extrajudicial em fevereiro do ano passado.
Entre os principais credores da Unigel estão investidores de títulos de dívida local (debêntures) e externos (bonds). A companhia também chegou a entrar na Justiça para impedir a penhora de ativos contra os debenturistas.
A Unigel começou a romper compromissos com estes credores em setembro de 2023. Na ocasião, deixou de pagar US$ 23,2 milhões em juros dos "bonds" (títulos de dívida emitidos no exterior).
Em outubro daquele ano, não honrou com compromissos referentes a juros também junto aos debenturistas.
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