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Em evento do BNDES, Fred Trajano afirmou que o Magalu tinha projeções de faturar R$ 70 bilhões em 2025
Nesta semana, o noticiário repercutiu amplamente a fala de Fred Trajano, CEO do Magazine Luiza (MGLU3) em evento do BNDES. Segundo o executivo, a varejista tinha perspectivas de faturar R$ 70 bilhões em 2025, com grande protagonismo dos canais digitais.
Com todo o frenesi causado pela declaração, a empresa decidiu se pronunciar através de um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo a nota, a fala de Trajano foi “meramente uma referência baseada no faturamento esperado pelo consensus dos analistas” que cobrem as ações da companhia.
O Magalu reforçou que os R$ 70 bilhões não deveriam ser interpretados como promessa de desempenho futuro nem como guidance.
Além disso, a varejista reforçou que as projeções dos analistas estão sujeitas a riscos e incertezas. Em suma: como toda pessoa que está no mercado financeiro já sabe, não existe bola de cristal.
As ações MGLU3 estão vivendo um bom momento em 2025, com alta de 43%, cotadas a R$ 9,25, segundo o fechamento desta última sexta-feira (4).
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As vendas totais do Magalu em 2024 foram de R$ 63,5 bilhões — incluindo os resultados do marketplace.
O Magazine Luiza encerrou o primeiro trimestre de 2025 com lucro, mas o resultado líquido representou uma queda de 54,3% com relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 12,8 milhões.
No ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, a perda é ainda maior: 62,2%, para R$ 11,2 milhões.
Na teleconferência após os resultados do 1T25, Fred Trajano falou sobre os planos de construir uma empresa “à prova da Selic”.
“Conseguimos mais um trimestre de lucro, apesar dos juros elevados, que impactam nossa despesa financeira. Mas conseguimos compensar isso na margem Ebitda, atingindo um recorde histórico, principalmente graças à contribuição das novas linhas de serviço que implementamos no sistema”, disse o CEO da varejista após os resultados divulgados em maio.
Vale lembrar que a Selic está atualmente em 15% ao ano, após um novo aumento na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
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