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Quase dois anos depois do acordo, os frigoríficos ainda enfrentam um impasse com as autoridades do país, que ameaçam parte do negócio

A Minerva (BEEF3) apresentou um novo pedido de autorização à autoridade concorrencial uruguaia, a Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia (Coprodec), para a aquisição de três unidades da Marfrig (MRFG3) no Uruguai.
A iniciativa ocorre em resposta ao último parecer emitido pela Coprodec sobre o pedido original. Em maio de 2024, a autoridade já tinha sinalizado que não autorizaria a compra.
No mês de outubro, a Coprodec negou novamente o recurso apresentado pelas companhias. Em dezembro, o Ministério de Economia do Uruguai manteve a decisão.
Ao negar a aprovação do negócio entre as gigantes, o Cade uruguaio alegou que a Minerva teria 43% do mercado de abate bovino, criando uma posição dominante no país.
As empresas defenderam que os preços do gado no Uruguai são independentes, mas o Coprodec contestou, afirmando que a nova líder poderia influenciar o mercado.
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Segundo a Marfrig, a Minerva apresentou uma alternativa para viabilizar a operação. Tendo em vista o último parecer da Coprodec ao pleito original, a nova estrutura proposta passou a prever a aquisição, pela Minerva, das plantas de San José e Salto, condicionada, contudo, à imediata revenda da planta localizada em Colonia para o Allana Group", informou a Minerva em comunicado.
Segundo a Marfrig, a proposta apresentada pela Minerva à autoridade concorrencial uruguaia não implicará em nenhuma alteração das condições originalmente pactuadas com o frigorífico no Uruguai.
Vale lembrar que as operações do Uruguai são apenas uma parte da transação bilionária anunciada pelas companhias em maio de 2023, no valor de R$ 7,5 bilhões.
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