Agora vai? BRF e Marfrig remarcam (de novo) as assembleias de fusão. Entenda as críticas dos minoritários e o que esperar da votação
As assembleias gerais extraordinárias (AGE), que definem o futuro da combinação de negócios dos frigoríficos, serão realizadas no dia 5 de agosto

Prestes a pedir música no Fantástico, a BRF (BRFS3) e a Marfrig (MRFG3) anunciaram nesta terça-feira (15) uma nova tentativa de concretizar o casamento corporativo. Depois de dois adiamentos causados por intervenções de acionistas minoritários, as gigantes do setor de proteínas tentam pela terceira vez levar a fusão adiante.
As assembleias gerais extraordinárias (AGE), que definem o futuro da fusão, serão realizadas no dia 5 de agosto.
- E-BOOK GRATUITO: O evento “Onde Investir no 2º Semestre” reuniu as melhores apostas para a segunda metade de 2025 — baixe o resumo com todos os destaques
A BRF se reunirá com os acionistas às 11h, de modo exclusivamente digital. Enquanto isso, a Marfrig se encontrará com os investidores às 15h, de forma totalmente presencial na cidade de São Paulo.
A expectativa geral do mercado é que os acionistas digam o tão esperado “sim” no altar e permitam que o casamento entre as duas empresas enfim se consume.
No entanto, embora o cenário seja otimista, o desfecho ainda não está garantido. Os entraves, como as objeções de acionistas minoritários e as críticas da concorrente Minerva (BEEF3) sobre possíveis concentrações de mercado, ainda estão no ar.
Voto à distância
De acordo com as companhias, as instruções de voto enviadas até o dia 10 de julho, por meio do boletim de voto à distância, serão desconsideradas.
Leia Também
Isso significa que mesmo os acionistas que já enviaram suas instruções de voto terão mais uma oportunidade de manifestar sua posição.
Os acionistas que desejarem exercer seu direito de voto por meio do boletim deverão enviar as novas instruções de voto até o dia 1º de agosto — isto é, quatro dias antes do grande dia.
O futuro da fusão: o que dizem os analistas
Para analistas, mesmo com as pedras no meio do caminho até então, a fusão tem grandes chances de acontecer e dar vida à nova gigante dos frigoríficos, a MBRF.
O sinal verde dado pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) foi um indicativo positivo, apontando que a transação pode avançar sem maiores obstáculos regulatórios.
A XP Investimentos, por exemplo, já considera como cenário base a aprovação da fusão, mantendo os termos iniciais propostos pelas duas empresas: a incorporação das ações da BRF pela Marfrig, com a relação de troca definida em 0,8521 ação MRFG3 para cada papel BRFS3.
A proposta também garante aos acionistas o direito de retirada, permitindo que aqueles que não concordarem com a operação solicitem o reembolso de suas ações, mas sem direito aos dividendos embutidos no negócio.
Alguns investidores já haviam sinalizado um cenário promissor para o “sim” do casamento da BRF e da Marfrig. De acordo com o boletim de voto à distância da BRF, a maioria dos minoritários já havia demonstrado uma disposição favorável à união dos frigoríficos.
Resta saber se os investidores favoráveis continuarão apoiando a operação no novo envio de boletim de voto.
Obstáculos no meio do caminho
Apesar das perspectivas otimistas, um ponto que ameaça a aprovação são os questionamentos de minoritários da BRF à operação.
Recentemente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adiou, pela segunda vez, a assembleia de votação da fusão entre as gigantes do setor de proteínas.
A decisão da CVM atendeu a pedidos de acionistas minoritários, que alegaram irregularidades no processo.
Quem iniciou os questionamentos sobre a fusão foi um membro da família Fontana, herdeiros do fundador da Sadia, em conjunto com a gestora Latache. Agora, foi a vez da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
- Leia também: Previ vende R$ 1,9 bilhão em ações da BRF (BRFS3) e zera posição de 30 anos; veja o que motivou o fundo de pensão
A transação tem sido alvo de críticas por parte de investidores, que questionam o cálculo apresentado pelas empresas.
Contudo, os minoritários da BRF não são os únicos a criticarem a união com a Marfrig. A rival Minerva (BEEF3) também continua pressionando contra a fusão, agora com um recurso no Cade, buscando barrar a operação.
Compra do Banco Master pelo BRB sofre novo revés por envolvimento com a Reag, alvo de operação contra o crime organizado
Pelo menos 18 dos 34 fundos declarados pelo Banco Master são administrados pela Reag e pela Trustee DTVM, ambos alvos da Polícia Federal
Vale tudo na novela: o que aconteceria se Odete Roitman tentasse passar a perna em Raquel na vida real
Especialista em direito societário analisa rasteira de Odete Roitman em Raquel Accioly que agitou a trama da novela Vale Tudo nos últimos dias
Na mira de investigações, Trustee e Banco Genial renunciam à gestão de fundos alvos de operação contra o PCC
Ontem, a Operação Carbono Oculto desmantelou um megaesquema de lavagem de dinheiro envolvendo centenas de fintechs, gestoras e empresas ligadas ao mercado financeiro
Raízen (RAIZ4) é a maior alta do Ibovespa após venda bilionária de usinas no Mato Grosso do Sul
Segundo a companhia, os ativos contam com capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra
O jogo arriscado dos Coelho Diniz no Pão de Açúcar (PCAR3): afinal, o que eles querem com a varejista?
De acordo com um gestor com quem o Seu Dinheiro conversou, a resposta é simples: comprar um player relevante a preço de banana. Mas esta é uma aposta arriscada
Minerva (BEEF3) aprova redução de capital social em R$ 577,3 milhões para absorver os prejuízos de 2024
Com a aprovação da assembleia geral extraordinária, o capital social da companhia passa de R$ 3,6 bilhões divididos em 994.534.197 ações ordinárias
OpenAI abrirá o primeiro escritório na América Latina — e o Brasil foi o escolhido; veja os planos da companhia dona do ChatGPT
Atualmente, o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT, registrando mais de 140 milhões de mensagens enviadas para o chatbot
O segredo do Japão para atrair Warren Buffett: a estratégia do bilionário por trás da compra de mais de 10% da Mitsubishi
Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor, passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024
Ultrapar (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) disparam após operação contra o PCC; entenda os motivos
As três empresas têm atuação no setor de combustíveis, que está no centro da Operação Carbono Oculto, que atingiu até mesmo a Faria Lima hoje
Sebrae lança um fundo de fundos com o BTG Pactual; saiba que tipo de empresas estarão na mira
FIC FIP Sebrae Germina começa com R$ 100 milhões do Sebrae Nacional e pode chegar a R$ 450 milhões com a adesão de unidades estaduais da entidade
CVM chama a atenção da Braskem (BRKM5), que presta explicações sobre negociações de fatia da empresa — e revela mais um interessado
O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica
Fintechs invisíveis e o “banco paralelo” do PCC: como criminosos se aproveitaram da Faria Lima para desviar bilhões
Da Faria Lima às contas digitais, a Polícia Federal e a Receita miram centenas de empresas e pessoas físicas em um esquema de lavagem de dinheiro, estelionato e fraude fiscal
Petrobras (PETR4) recebe a indicação de novo membro do conselho de administração; saiba quem é o escolhido pelo governo
A indicação foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após mudanças que envolveram a renúncia do presidente do colegiado
Quem é a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil e que agora está na mira da Receita Federal
Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag se tornou a oitava maior gestora de recursos do Brasil — mas hoje ganha os holofotes por conta de uma operação da Receita contra o crime organizado
Conselho de administração da Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações para deixar de ser negociada como penny stock
Na esteira do anúncio, a operadora também informou que adiou novamente a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano
Corra de Magazine Luiza (MGLU3) e de Casas Bahia (BHIA3): por que esse banco cortou o preço-alvo e diz que é para vender as ações
No caso do Magalu, o preço-alvo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,50. Para Casas Bahia, a baixa foi de R$ 3 para R$ 2,50.
Nvidia (NVDC34) supera previsão de lucro e receita, mas mercado torce o nariz para esse resultado. A culpa é de Trump?
A gigante de chips está no centro da corrida pela inteligência artificial entre EUA e China; saiba o que pesou para as ações da empresa caírem 5% após da divulgação do balanço nesta quarta-feira (27)
Starship de Elon Musk, a maior espaçonave do mundo, faz lançamento bem sucedido após sequência de testes explosivos
Com 123 metros de altura, a nave foi lançada por volta das 20h30 (horário de Brasília), na última terça-feira (26), das instalações da SpaceX, no Texas
Mais forte que Ozempic, mas sem a dor da picada: rival da Novo Nordisk vai pedir aprovação de novo remédio para perda de peso em pílula ainda este ano
Nova aposta da Eli Lilly mostrou maior perda de peso que o Ozempic e, por ser em comprimido, pode atrair pacientes que fogem das injeções
Nubank, Banco do Brasil e Itaú disputam a preferência do brasileiro — mas um desses bancos já está ganhando a batalha
Pesquisa mostra que os bancões tradicionais ainda dominam em lembrança, mas perdem terreno quando os assuntos são relevância e preferência