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Banco enxerga um potencial de alta de mais de 70% para os papéis e destaca pagamentos e preço atrativo como motivos
Um dos maiores grupos de educação do Brasil, as ações da Cruzeiro do Sul (CSED3) caem forte na bolsa nesta terça-feira (01). A queda vem logo após a empresa ter divulgado o balanço do quarto trimestre de 2024. Por volta das 15h, os papéis caem 6,58%. Nas primeiras horas do dia, chegaram a derreter quase 10%.
Os números do trimestre anterior foram considerados mistos pelo BTG Pactual. Por um lado, a companhia apresentou crescimento razoável de receita líquida e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado.
Além disso, a geração de fluxo de caixa mostrou-se sólida, o que levou a uma leve redução da dívida líquida, apesar da sazonalidade desfavorável, acima das estimativas do banco.
Mas, do outro lado, os resultados foram impactados por itens não recorrentes (incluindo uma atualização relevante de provisões), e tanto o Ebitda quanto o lucro líquido ficaram abaixo das projeções, mesmo ajustados pelos efeitos não recorrentes.
O banco mantém a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 6,50 — o que representa um potencial de valorização de 71% sobre o preço de fechamento do pregão anterior.
A receita líquida chegou a R$ 663 milhões no trimestre, alta de 11% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, em linha com as expectativas do banco, impulsionada pelo crescimento da base de alunos — tanto nos cursos presenciais quanto a distância.
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O lucro líquido ajustado pelos efeitos não recorrentes somou R$ 17 milhões. O número veio abaixo das estimativas de R$ 28 milhões do banco e 51% acima dos R$ 11 milhões no mesmo trimestre do ano anterior.
O Ebitdda ajustado foi de R$ 168 milhões, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2023, mas 4% abaixo das estimativas do BTG Pactual.
O Ebitda contábil (sem ajustes para eventos ou despesas não recorrentes) foi de R$ 135 milhões, uma queda de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, pressionado por maiores repasses aos hubs de EAD e provisões.
As receitas de cursos presenciais cresceram 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 455 milhões, com uma base de alunos de graduação que cresceu 7%, totalizando 151 mil estudantes.
Já as receitas de EAD aumentaram 15% ante ao mesmo trimestre de 2023, totalizando R$ 228 milhões, com a base de alunos subindo para 340 mil (+ 15% sobre o total do mesmo período de 2023).
As receitas com cursos na área de saúde também aumentaram 13% na base anual, impulsionadas pela maturação das vagas do curso de medicina.
Apesar dos resultados razoáveis, o BTG manteve a recomendação de compra, considerando, entre outros fatores, o pagamento de dividendos, a redução do endividamento e que a ação está barata. Veja abaixo as explicações do banco:
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