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A fabricante de carros elétricos chinesa ainda diz que o sistema fará parte de todos os seus modelos sem custos adicionais como fazem as concorrentes
A DeepSeek vem agitando a corrida pela inteligência artificial (IA) e agora pode colocar pressão também na disputa dos elétricos. Isso porque a BYD anunciou que quer integrar a IA chinesa ao software dos seus carros.
Falando na sede global da fabricante em Shenzhen, na China, o presidente da companhia, Wang Chuanfu, revelou que a BYD vai implementar seu sistema de direção autônoma mais avançado em quase todos os modelos — e sem custos adicionais.
Segundo Wang, o objetivo é tornar a tecnologia acessível a todos e "democratizar a direção inteligente". O executivo chegou a afirmar que este ano seria “o primeiro de direção inteligente para todos”.
“Ela se tornará um item essencial nos próximos dois a três anos, assim como um cinto de segurança ou airbag”, disse.
Wang também apresentou três versões do mais recente sistema de piloto automático da empresa, o "God's Eye".
De acordo com o executivo, o software pode atingir "mais de mil quilômetros de direção autônoma sem intervenção e tem uma taxa de sucesso de 99% na manobra de carros".
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Revelado pela primeira vez em 2023, o God's Eye conta com diferentes câmeras e sensores para auxiliar os motoristas, com recursos como manobrista, cruzeiro adaptativo e frenagem automatizada.
A BYD anunciou que tornará o God's Eye padrão em veículos com preços a partir de 100 mil yuans (US$ 13,7 mil) na China. O sistema de direção autônoma também será incluído em vários modelos de menor custo.
A direção autônoma é uma das principais corridas para as montadoras na China, e a BYD quer ficar na frente. A empresa está buscando impulsionar ainda mais as vendas ao disponibilizar o sistema para carros mais baratos.
Vale lembrar que veículos com um sistema semelhante normalmente são vendidos por mais de 150.000 yuans (US$ 20,5 mil).
Além disso, as fabricantes de carros elétricos na região em geral cobram taxas adicionais para disponibilizar os recursos de assistência ao motorista.
A maioria das empresas do setor fornece tecnologia entre o nível 2, que inclui certos graus de suporte — como assistência na frenagem e aceleração — e o nível 3, que possibilita a direção autônoma do veículo em circunstâncias limitadas.
A BYD afirmou ter obtido a primeira licença de teste de direção assistida de nível 3 da China.
Já a Tesla vai precisar acelerar. Atualmente, a empresa de Elon Musk está esperando a aprovação de Pequim para lançar testes de recursos para o chamado Full Self-Driving, um sistema de direção autônoma que exige supervisão constante.
Além disso, vale lembrar que em dezembro do ano passado, a montadora chinesa desbancou a Tesla e conquistou o primeiro lugar em vendas, com um recorde de 509.440 unidades entregues no último mês do ano.
A fabricante de Musk também reportou resultados desanimadores no quarto trimestre de 2024. Apesar da receita da Tesla ter subido 2% no período, a receita das operações automotivas centrais caiu 8%.
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