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Ontem, a CSN anunciou a venda de cerca de 4,99% das ações que detinha na concorrente Usiminas para a Globe Investimentos; saiba quem supostamente está por trás da empresa
A Usiminas (USIM5) tem novos sócios no pedaço. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F Investimentos, da JBS e da Eldorado Celulose, aproveitaram a venda da participação da CSN (CSNA3) na siderúrgica para abocanhar um pedaço.
Ontem, a CSN anunciou a venda de cerca de 4,99% das ações que detinha na concorrente Usiminas para a Globe Investimentos SA — empresa que supostamente pertence aos irmãos Batista, segundo o Estadão.
Considerando o fechamento do pregão da bolsa da última terça-feira (29), o valor do negócio foi da ordem de R$ 263,3 milhões.
A operação envolveu 35.192.508 ações ordinárias e 27.336.139 preferenciais de emissão da Usiminas.
Com a compra da fatia então detida pela CSN, os irmãos Batista colocaram um pé na Usiminas, siderúrgica controlada pelo grupo ítalo-argentino Ternium, pela japonesa Nippon Steel e pelo fundo Previdência Usiminas.
As ações adquiridas estão fora do bloco de controle da siderúrgica, que tem a Ternium como maior acionista e quem indica a maioria da diretoria executiva.
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A Globe Investimentos não está oficialmente sob o guarda-chuva da holding J&F.
Porém, segundo o Estadão/Broadcast, o veículo de investimentos pertence à família Batista e é presidido por Aguinaldo Gomes Ramos Filho, sobrinho de Joesley e Wesley.
Procurada pelo veículo, a J&F não comentou o assunto.
A venda do pacote de ações pela CSN é fruto de pressão da Justiça ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que o órgão obrigasse Benjamin Steinbruch, principal acionista da CSN, a se desfazer de ações da concorrente.
A CSN começou a montar posição acionária na rival a partir de 2011, comprando as ações no mercado.
Desde 2014, o órgão antitruste brasileiro vinha exigindo a redução da fatia da CSN na Usiminas a menos de 5%, mas sem sucesso.
Com a venda realizada nesta semana, a CSN diminuiu sua participação de 12,91% para 7,92% no capital social da Usiminas, composto por 10,13% das ações ordinárias (com direito a voto) e 5,08% dos papéis preferenciais da siderúrgica.
A empresa ainda deve se desfazer de 2,93% para atingir os 5% estipulados em decisão do Cade.
O Cade, sob pressão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), recentemente estipulou prazo de dois meses para que a CSN apresentasse um plano de desinvestimento na siderúrgica mineira.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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