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A rede de farmácias teve um lucro líquido de R$ 77,1 milhões no último trimestre de 2024, avanço de 22,8% em relação ao mesmo período de 2023

Os investidores que bateram os olhos de relance na bolsa brasileira nesta terça-feira (11) se depararam com uma situação desconcertante: a Pague Menos (PGMN3) opera no vermelho nesta sessão, apesar do crescimento de dois dígitos do lucro líquido.
A companhia anunciou na noite passada um lucro líquido de R$ 77,1 milhões no último trimestre de 2024, avanço de 22,8% em relação ao mesmo período de 2023.
Veja os destaques do balanço:
Segundo a empresa, o resultado ocorreu em função da combinação de crescimento de vendas, incremento da rentabilidade operacional e redução do resultado financeiro.
Mesmo com os avanços na lucratividade, a rede de farmácias protagoniza uma das maiores quedas da B3 hoje. Por volta das 13h50, os papéis PGMN3 caíam 8,06%, negociados a R$ 2,85.
O Santander pondera que o Pague Menos relatou um bom trimestre, com forte impulso de vendas e melhorias na lucratividade.
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Contudo, a rede de farmácias apresentou um lucro líquido ligeiramente abaixo do esperado devido a despesas financeiras maiores do que o projetado pelos analistas.
Além disso, apesar do crescimento anual do lucro, a margem líquida permanece abaixo da média histórica da companhia.
Na avaliação do Itaú BBA, foi mais um trimestre de resultados operacionais fortes, mas com “algumas manchas”.
Por um lado, a Pague Menos apresentou um crescimento “impressionante” nas vendas, juntamente com a expansão da margem bruta; por outro, a empresa enfrentou pressão geral e administrativa das provisões de bônus para funcionários e aumento das despesas financeiras.
Os analistas também afirmam que a desalavancagem decepcionou, aquém das expectativas de mais melhora sequencial no trimestre.
“Seguimos comprometidos com a desalavancagem financeira e melhoria de eficiência operacional para seguir expandindo lucros”, disse a Pague Menos, em nota.
Na avaliação da Genial Investimentos, a empresa entregou números fortes, mas a alavancagem financeira permanece uma “grande dor de cabeça” para a companhia neste ano, considerando que é a única ainda alavancada no setor.
Há ainda o alerta para a posição de caixa e estrutura de capital. A Genial pondera que, embora a aquisição da Extrafarma esteja paga, o nível de caixa preocupa.
“A companhia encerrou o trimestre com apenas R$ 150 milhões em caixa para uma dívida de curto prazo de R$ 370 milhões, o que torna praticamente inevitável uma rolagem de dívida ao longo de 2025”, comentam.
O problema, na visão dos analistas, é que o plano de expansão da companhia exigirá ainda mais capital e, com a Selic a 14,25%, um reajuste da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) abaixo da inflação e um poder de compra mais fragilizado, a geração de caixa operacional pode não ser suficiente para cobrir o nível de investimento, enquanto os custos financeiros aumentam ao longo do ano.
Segundo a Genial, dado o atual cenário de assimetria de risco, os analistas mantiveram recomendação “manter”, equivalente a neutra, para a Pague Menos.
Os analistas Marcio Osako, do Bradesco BBI e José Cataldo, da Ágora Investimentos, mantiveram recomendação neutra para as ações PGMN3.
A visão de cautela dos economistas reflete a alta alavancagem da companhia e mais riscos em relação à potencial tributação dos benefícios do ICMS, dada sua menor margem líquida.
O Santander e o Itaú BBA também permanecem com recomendação neutra para a ação da Pague Menos.
*Com informações do Money Times e do Estadão Conteúdo.
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