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REAÇÃO AO BALANÇO

Por que as ações da Pague Menos (PGMN3) chegam a cair mais de 10% na B3 mesmo com lucro maior no 4T24?

A rede de farmácias teve um lucro líquido de R$ 77,1 milhões no último trimestre de 2024, avanço de 22,8% em relação ao mesmo período de 2023

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11 de março de 2025
14:07 - atualizado às 14:58
Pague Menos
Pague Menos - Imagem: Divulgação

Os investidores que bateram os olhos de relance na bolsa brasileira nesta terça-feira (11) se depararam com uma situação desconcertante: a Pague Menos (PGMN3) opera no vermelho nesta sessão, apesar do crescimento de dois dígitos do lucro líquido.

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A companhia anunciou na noite passada um lucro líquido de R$ 77,1 milhões no último trimestre de 2024, avanço de 22,8% em relação ao mesmo período de 2023.

Veja os destaques do balanço:

  • Margem líquida: 2,1%, estável em relação ao trimestre anterior;
  • Ebitda: R$ 164 milhões (+31,6% a/a);
  • Receita líquida: R$ 3,3 bilhões (+16,9% a/a).

Segundo a empresa, o resultado ocorreu em função da combinação de crescimento de vendas, incremento da rentabilidade operacional e redução do resultado financeiro.

Mesmo com os avanços na lucratividade, a rede de farmácias protagoniza uma das maiores quedas da B3 hoje. Por volta das 13h50, os papéis PGMN3 caíam 8,06%, negociados a R$ 2,85.

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O Santander pondera que o Pague Menos relatou um bom trimestre, com forte impulso de vendas e melhorias na lucratividade. 

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Contudo, a rede de farmácias apresentou um lucro líquido ligeiramente abaixo do esperado devido a despesas financeiras maiores do que o projetado pelos analistas. 

Além disso, apesar do crescimento anual do lucro, a margem líquida permanece abaixo da média histórica da companhia. 

O que mais desagradou os investidores no balanço da Pague Menos (PGMN3)?

Na avaliação do Itaú BBA, foi mais um trimestre de resultados operacionais fortes, mas com “algumas manchas”. 

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Por um lado, a Pague Menos apresentou um crescimento “impressionante” nas vendas, juntamente com a expansão da margem bruta; por outro, a empresa enfrentou pressão geral e administrativa das provisões de bônus para funcionários e aumento das despesas financeiras.

Os analistas também afirmam que a desalavancagem decepcionou, aquém das expectativas de mais melhora sequencial no trimestre.

“Seguimos comprometidos com a desalavancagem financeira e melhoria de eficiência operacional para seguir expandindo lucros”, disse a Pague Menos, em nota.

Na avaliação da Genial Investimentos, a empresa entregou números fortes, mas a alavancagem financeira permanece uma “grande dor de cabeça” para a companhia neste ano, considerando que é a única ainda alavancada no setor.

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Há ainda o alerta para a posição de caixa e estrutura de capital. A Genial pondera que, embora a aquisição da Extrafarma esteja paga, o nível de caixa preocupa.

“A companhia encerrou o trimestre com apenas R$ 150 milhões em caixa para uma dívida de curto prazo de R$ 370 milhões, o que torna praticamente inevitável uma rolagem de dívida ao longo de 2025”, comentam.

O problema, na visão dos analistas, é que o plano de expansão da companhia exigirá ainda mais capital e, com a Selic a 14,25%, um reajuste da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) abaixo da inflação e um poder de compra mais fragilizado, a geração de caixa operacional pode não ser suficiente para cobrir o nível de investimento, enquanto os custos financeiros aumentam ao longo do ano.

O que fazer com as ações PGMN3?

Segundo a Genial, dado o atual cenário de assimetria de risco, os analistas mantiveram recomendação “manter”, equivalente a neutra, para a Pague Menos.

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Os analistas Marcio Osako, do Bradesco BBI e José Cataldo, da Ágora Investimentos, mantiveram recomendação neutra para as ações PGMN3.

A visão de cautela dos economistas reflete a alta alavancagem da companhia e mais riscos em relação à potencial tributação dos benefícios do ICMS, dada sua menor margem líquida.

O Santander e o Itaú BBA também permanecem com recomendação neutra para a ação da Pague Menos.

*Com informações do Money Times e do Estadão Conteúdo.

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