O possível ‘adeus’ do Patria à Smart Fit (SMFT3) anima o JP Morgan: “boa oportunidade de compra”
Conforme publicado com exclusividade pelo Seu Dinheiro na manhã desta quarta-feira (12), o Patria está se preparando para se desfazer da posição na rede de academias, e o banco norte-americano não se surpreende, enxergando uma janela para comprar os papéis
O JP Morgan não se surpreendeu com a notícia de que o Patria Investimentos está se preparando para vender sua participação de 12,9% na Smart Fit (SMFT3), conforme divulgado com exclusividade pelo Seu Dinheiro na manhã desta quarta-feira (12).
O fundo de private equity, que começou a investir na rede de academias em 2010 e exerceu controle sobre a empresa antes de seu IPO (oferta pública de ações), já vinha diminuindo gradualmente sua participação desde 2022.
A última venda aconteceu há seis meses, e o período de lock up — em que os acionistas não podem vender suas ações — expirou recentemente, permitindo a operação. As ações da rede de academias caíam 3,03% na bolsa por volta das 12h50, negociadas a R$ 24,63. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,52%, aos 156.920,82 pontos.
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Movimento do Patria pode ser oportunidade de compra de ações da Smart Fit
“No contexto geral, vemos essa possível venda de ações mais como um peso temporário no preço do que como uma indicação de que o patrocinador financeiro está saindo, dada a limitada valorização futura. Assim, acreditamos que um possível desconto representaria uma boa oportunidade de entrada”, escreveram os analistas do JP Morgan em relatório.
O banco destaca que segue vendo uma avenida de crescimento significativa para a Smart Fit, que tem o potencial de quase dobrar a presença no Brasil e no México, além da possível inclusão de novas geografias — incluindo a Argentina — na América Latina.
Os analistas destacam que a empresa sempre foi administrada pela família fundadora — o fundador, Edgard Corona, segue como CEO, enquanto seu filho, Diogo Corona, ocupa a posição de COO há anos. O Patria, por sua vez, tem atuado como um acionista de referência, com intervenção limitada na gestão, estratégia e finanças da companhia.
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Além disso, o JP Morgan observa que, embora a marca Smart Fit seja quase um consenso no Brasil, ainda possui um apelo limitado entre investidores estrangeiros, especialmente devido ao modelo de negócios centrado em preços baixos, com barreiras de entrada relativamente pequenas.
Por essa razão, a expectativa é de que, caso a venda de ações se concretize, aconteça em sua maioria no mercado local.
No entanto, o JP Morgan segue otimista em relação ao futuro da Smart Fit, com uma previsão de crescimento robusto, principalmente em termos de lucro por ação (EPS, na sigla em inglês), que deve apresentar um aumento anual composto de mais de 30% nos próximos cinco anos.
Com a empresa sendo negociada a um múltiplo atrativo, segundo o banco, de 15,4 vezes preço sobre lucro (P/L) estimado para 2026, os analistas acreditam que a Smart Fit oferece um bom potencial de valorização, o que justifica a recomendação de compra para as ações da companhia.
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