Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

O EFEITO BORBOLETA DO TARIFAÇO

O mundo vai pagar um preço pela guerra de Trump —  a bolsa já dá sinais de quando e como isso pode acontecer

Cálculos feitos pela equipe do Bradesco mostram o tamanho do tombo da economia global caso o presidente norte-americano não recue em definitivo das tarifas

Carolina Gama
15 de abril de 2025
14:34
Ironia? Elon Musk foi quem sofreu a maior queda na fortuna nos primeiros 100 dias de Trump
Imagem: Meta IA

O bater de asas de uma borboleta nos EUA pode desencadear um tufão no Japão. O efeito borboleta nunca se fez tão presente como agora: o presidente norte-americano, Donald Trump, bateu asas com seu tarifaço e agora a economia global está prestes a encarar um tufão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A guerra tarifária de Trump levou a uma queda generalizada das bolsas de valores ao longo das últimas semanas. O S&P 500, por exemplo, caiu 12% desde o pico em 19 de fevereiro — no pior momento recente, essa queda chegou a 19%

“Há vários canais pelos quais a queda do mercado acionário impacta o PIB de um país. Primeiro, as empresas podem reduzir investimentos por conta de uma menor capacidade de financiamento. A redução do preço das ações também diminui a riqueza das famílias, levando a uma queda do consumo”, diz o economista Marcelo Gazzano, do Bradesco. 

“O sistema financeiro também pode ser atingido pela queda da bolsa. Isso pode restringir a oferta de crédito para empresas e consumidores”, acrescenta. 

Cálculos da consultoria Elos Ayta mostram ainda que as bolsas norte-americanas acumulam um prejuízo de US$ 8 trilhões em 2025 — desse total, US$ 4 trilhões se acumularam desde 2 de abril, dia em que Trump anunciou o tarifaço

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, a B3 encolheu US$ 141,8 bilhões em valor de mercado entre os dias 2 e 10 de abril, ainda de acordo com a consultoria. 

Leia Também

Os dados compilados pela equipe do Bradesco ganham ainda mais importância quando colocados em perspectiva: analisando o histórico do S&P 500 desde 1990, poucos foram os períodos em que a bolsa dos EUA recuou 10% ou mais em apenas um mês. São eles:

  • Agosto de 1998: crise da Rússia
  • Setembro de 2001: ataque terrorista às torres gêmeas
  • 2002: escândalo de contabilidade da Enron e da WolrdCom
  • Outubro de 2008: crise financeira das hipotecas (subprime)
  • Fevereiro de 2009: crise financeiras das hipotecas (subprime)
  • Agosto de 2011: crise de dívida na Europa
  • Março de 2020: pandemia de covid-19

E aí o efeito borboleta aparece: esses eventos não apenas impactaram os mercados acionários como também tiveram reflexos significativos para o crescimento global. 

Um exemplo disso é a crise financeira de 2008, que teve um impacto significativo na economia global, levando a uma recessão em 2009. O Produto Interno Bruto (PIB) mundial encolheu 1,7% naquele ano, na primeira recessão global desde 1993.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A bolsa pode ser vista como um farol do ambiente econômico de um determinado país. A contração do mercado acionário pode reduzir a confiança de empresários e indivíduos, com impacto negativo sobre a demanda privada”, diz Gazzano. 

Fonte: Bloomberg, CPB, Bradesco

O que pode acontecer agora com a guerra comercial de Trump?

Em 2 de abril, Trump oficializou as chamadas tarifas recíprocas e causou um verdadeiro caos nos mercados mundiais nos dias que se seguiram ao anúncio

Para se ter uma ideia do estrago, todos os 21 índices de ações acompanhados pela consultoria Elos Ayta nas Américas, na Europa e na Ásia estão em terreno negativo desde 2 de abril, com quedas que superam 15%. 

Apesar de dizer que os mercados precisam se adaptar às tarifas, Trump recuou e concedeu um alívio de 90 dias aos países que não retaliaram os EUA: baixou as taxas para 10% e segue negociando individualmente a suspensão dos impostos desde então. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos cálculos do Bradesco, no entanto, o estrago pode estar feito se nada mudar daqui até o final do ano. 

O banco simulou a resposta do PIB mundial a um choque de -1% ano a ano no índice acionário dos EUA. Os resultados mostram que uma queda interanual de 10% no S&P 500 reduz o crescimento global em 1,5 ponto percentual (pp). 

“Caso o S&P500 permaneça nos níveis atuais até o final do ano, sua variação interanual atingirá -10% em novembro”, diz Gazzano. 

O economista afirma que a guerra comercial de Trump deverá impactar os países de forma desigual e, ao que tudo indica, os EUA devem ser o país no qual o crescimento deve ser mais deprimido. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A queda das bolsas pode ampliar o impacto negativo das tarifas sobre a atividade. Sem uma rápida reversão desse movimento do mercado acionário, devemos observar uma importante revisão das estimativas do crescimento global nos próximos meses”, acrescenta. 

DONALD TRUMP: GÊNIO ou LOUCO? A estratégia dos EUA por trás da GUERRA COMERCIAL com a CHINA

As previsões para o mundo em 2025

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda não apresentaram as novas projeções para o PIB global em 2025, mas a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou na segunda-feira (14) as estimativas revisadas. 

A Opep cortou levemente a previsão para o avanço do PIB global em 2025, de 3,1% para 3%, citando a política tarifária dos EUA. 

Para 2026, a projeção de alta também sofreu ligeira revisão para baixo, de 3,2% para 3,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso do PIB dos EUA, a Opep reduziu as estimativas de avanço tanto para este ano, de 2,4% para 2,1%, quanto para o próximo, de 2,3% para 2,2%.

Já para a China, as projeções de crescimento foram levemente cortadas para 4,6% em 2025 e 4,5% em 2026. Antes, eram de 4,7% e 4,6%, respectivamente.

No caso do Brasil, a Opep manteve a projeção para 2025 em crescimento de 2,3%, e para 2026, de 2,5%. 

No documento, o cartel menciona que as tarifas de Trump devem ter apenas um impacto marginal no Brasil e, para o próximo ano, é esperada uma aceleração impulsionada pela flexibilização monetária, além de uma retomada do consumo doméstico e dos investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bancos e consultorias também começaram a rever suas previsões diante das tarifas de Trump. 

A Capital Economics, por exemplo, diz que a tarifa de 145% imposta pelos EUA à China pode reduzir o PIB global em até 1% nos próximos dois anos, caso não haja avanços em acordos comerciais.

Já o Goldman Sachs reviu seu cenário base para os EUA e disse que não haverá recessão este ano depois da trégua anunciada por Trump. 

Quanto ao PIB norte-americano, o banco espera crescimento anualizado de 0,5% ao fim do quarto trimestre deste ano ante queda de 1% na previsão anterior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Moody´s, por sua vez, diz que as tarifas de Trump podem reduzir o crescimento do PIB do G-20 (grupo composto pelos países avançados e principais emergentes) para 2,5% em 2025, com riscos de inflação mais alta e atividade ainda mais fraca.

A agência de classificação de risco diz que o cenário pode se agravar dependendo da persistência das tarifas, das estratégias de preços das empresas e das retaliações de outros países. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RETORNO TURBINADO

Petrobras (PETR4) dobrou o capital do acionista em 5 anos — mas quadruplicou o dinheiro de quem reinvestiu os dividendos

13 de abril de 2026 - 16:39

Retorno foi de 101,5% de abril de 2021 até agora, mas para quem reinvestiu os dividendos, ganho foi mais de três vezes maior, beirando os 350%

CÂMBIO E BOLSA

Dólar ladeira abaixo: moeda fecha a R$ 4,99 pela 1ª vez em dois anos; Ibovespa supera inéditos 198 mil pontos

13 de abril de 2026 - 15:50

Depois do fracasso das negociações entre EUA e Irã no final de semana, investidores encontraram um respiro nas declarações de Trump sobre a guerra

'ZERANDO' WALL STREET

De SpaceX a ‘herdeiro de Buffett’: BTG Pactual entra em outro IPO badalado em Wall Street como único representante brasileiro

13 de abril de 2026 - 15:23

Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.

RENDA PASSIVA

FII, FI-Infra e Fiagros: onde investir para garantir dividendos mensais, com isenção de imposto de renda, segundo o BTG

13 de abril de 2026 - 11:54

Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio

SOB NOVA PRESSÃO

Petróleo sobe, dólar avança, e Petrobras (PETR4) pega carona após Trump ameaçar Estreito de Ormuz; veja como os mercados reagem

13 de abril de 2026 - 10:45

A operação abrange todos os portos do país no Golfo Arábico e no Golfo de Omã, e será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade

PAPEL NA CARTEIRA

Esse fundo imobiliário é o favorito da XP para se proteger da inflação — e ainda conta com dividendo de 11,5%

12 de abril de 2026 - 13:09

A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

IBOVESPA EM FESTA

Em semana euforia no Ibovespa, ações da Hapvida, C&A e Auren ‘fizeram a festa’, enquanto outras ficaram de ressaca; veja as maiores altas e baixas da bolsa

11 de abril de 2026 - 17:00

Ibovespa supera os 197 mil pontos e atinge novo recorde; apesar disso, nem todas as ações surfaram nessa onda

DANÇA DAS CADEIRAS NO ALTO ESCALÃO

Hapvida (HAPV3) tem a maior alta do Ibovespa na semana e lembra do ‘gostinho’ de ser querida pelo mercado. O que impulsionou as ações?

10 de abril de 2026 - 19:03

A companhia foi a maior alta do Ibovespa na semana, com salto de quase 25%. A disparada vem na esteira da renovação no alto escalão da companhia e o Citi destaca pontos positivos e negativos da dança das cadeiras

CÂMBIO

Dólar a R$ 5,00: oportunidade de ouro para investir lá fora ou armadilha antes das eleições?

10 de abril de 2026 - 18:24

Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio

VAI PINGAR NO BOLSO DO ACIONISTA

B3 (B3SA3) deve distribuir R$ 6,3 bilhões em proventos neste ano, segundo o Citi; banco eleva recomendação e preço-alvo

10 de abril de 2026 - 18:04

Entrada de capital estrangeiro, volumes em alta e ganhos tributários levam instituição financeira a projetar lucros até 19% acima do consenso e margens robustas para a operadora da bolsa

IGNORANDO A GRAVIDADE

Bolsa brasileira melhor que o S&P 500: Ibovespa faz história e analistas veem espaço para o rali continuar

10 de abril de 2026 - 12:23

Itaú BBA e Bank Of America dizem até onde o índice pode ir e quem brilhou em uma semana marcada por recordes sucessivos

MENOR PATAMAR EM DOIS ANOS

Dólar abaixo de R$ 5? O que precisa acontecer para a moeda cair ainda mais — e o que poderia atrapalhar isso

9 de abril de 2026 - 16:29

Com dólar ao redor de R$ 5,06 e queda próxima de 8% no mês, combinação de fluxo estrangeiro, juros elevados e cenário externo sustenta valorização do real. Especialistas acreditam que há espaço para mais desvalorização

DE VOLTA AO JOGO

Como a Petrobras (PETR4) recuperou R$ 27 bilhões perdidos na véspera e ajuda o Ibovespa a passar dos 195 mil pontos

9 de abril de 2026 - 14:42

Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira

MUDANÇAS NO PORTFÓLIO

Riza Arctium Real Estate (RZAT11) anuncia venda de imóveis, e cotistas vão sair ganhando; veja os detalhes das operações

9 de abril de 2026 - 12:00

O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas

VEJA OS DESTAQUES DA PRÉVIA OPERACIONAL

Tenda (TEND3) ‘faz a festa’ fora do Ibovespa após prévia operacional, mas calcanhar de Aquiles segue o mesmo. O que fazer com as ações?

8 de abril de 2026 - 16:40

A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores

SEGURANÇA E DEFESA

O superciclo de investimento de US$ 2,6 trilhões que sobrevive à trégua de Trump com o Irã e está apenas começando

8 de abril de 2026 - 14:12

Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.

UM DOS GRANDES PROBLEMAS

Maior alta do Ibovespa: Hapvida (HAPV3) dispara mais de 10% com possível venda bilionária de ativos

8 de abril de 2026 - 12:37

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline

MERCADO IMOBILIÁRIO

FIIs colocam Pague Menos e Amazon na mira, e emissão milionária rouba a cena; veja o que movimenta os fundos imobiliários hoje

8 de abril de 2026 - 11:12

Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir

MERCADOS HOJE

Ibovespa sobe mais de 2% com cessar-fogo entre EUA e Irã, mesmo com Petrobras (PETR4) desabando; dólar cai a R$ 5,10

8 de abril de 2026 - 9:52

O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia

HORA DE INVESTIR

‘Ações não são o patinho feio’. Gestores estão otimistas com os ganhos do Ibovespa mesmo diante da guerra e das eleições

7 de abril de 2026 - 15:42

Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia