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Megainvestidor brasileiro relembrou dificuldades do BB no passado e garantiu que é questão de tempo para o banco estatal se recuperar
“Para quem acha que o Banco do Brasil nunca quebrou, já quebrou.” Foi assim que Luiz Barsi iniciou sua argumentação a favor das ações BBAS3. Para o megainvestidor brasileiro, é questão de tempo a recuperação do banco estatal.
Segundo Barsi, depois de episódios “catastróficos” no passado, atualmente o Banco do Brasil tem uma estrutura que não permite problemas significativos, quem dirá uma quebra.
No último painel do evento AGF Day, um dos maiores investidores do Brasil foi categórico: “é um papel que dá para comprar”. Barsi ainda afirmou que as ações do BB valem mais de R$ 30, embora tenham fechado no pregão desta quinta-feira (18) avaliadas em R$ 22.
“Não acredito que o banco continuará com esse resultado ruim. Vai ser coisa de dois trimestres ruins e depois vai começar a se recuperar. É uma questão de tempo. Mas é um bom papel”, disse o investidor.
Ao falar do Banco do Brasil, Barsi citou outras ações de bancos que tem na carteira e que considera bons ativos por um fato em comum: dividendos trimestrais. Os bancos são: Banrisul (BRSR6) e Santander (SANB11).
Segundo ele, o Santander tem a obrigação de mandar dividendos para a Espanha, sede da matriz da instituição. Já o Banrisul é o banco estatal do Rio Grande do Sul, e tem o mesmo compromisso com o estado sulista.
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Nos dois casos, o investidor afirmou que possui cerca de 2% de participação em cada uma das instituições financeiras.
“O ideal é ser um pequeno dono de um grande negócio. Mas essas posições eu não montei em um mês. São fruto do reinvestimento de todos os dividendos e JCP [juros sobre capital próprio] que eu recebi ao longo dos anos”, afirmou Barsi.
Para ele, o grande diferencial e um objetivo é o pagamento trimestral dos dividendos. O investidor argumentou que uma instituição que paga seus investidores de três em três meses tem um caixa resiliente e sustentável, de modo que se torna um bom ativo.
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