Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

OS QUERIDINHOS DOS GRINGOS

Itaú (ITUB4), BTG (BPAC11) e Nubank (ROXO34) são os bancos brasileiros favoritos dos investidores europeus, que veem vida ‘para além da eleição’

Risco eleitoral não pesa tanto para os gringos quanto para os investidores locais; estrangeiros mantêm ‘otimismo cauteloso’ em relação a ativos da América Latina

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
27 de outubro de 2025
18:43 - atualizado às 0:08
Logos do Itaú, do Nubank e do BTG Pactual
Logos do Itaú, do Nubank e do BTG Pactual. - Imagem: Divulgação/Montagem Seu Dinheiro

O Brasil continua atraindo a atenção do investidor estrangeiro, em um ambiente global favorável aos mercados emergentes. Uma recente rodada de reuniões entre analistas do BTG Pactual e cerca de 25 investidores europeus revelou um otimismo cauteloso dos gringos em relação à América Latina, com a combinação de um dólar mais fraco e o aumento do apetite por risco oferecendo suporte para a região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso a tendência positiva para os emergentes se estenda até 2026, há um potencial para a retomada de fluxos e maior capacidade de alocação no Brasil, atestam os analistas do BTG em relatório sobre os encontros com os europeus.

Juro alto favorece bancos

Um catalisador que reforça a atratividade do Brasil no curto prazo, diz o BTG, é o fato de o ciclo de cortes de juros ainda não ter começado no país, ao contrário do que já ocorreu em praticamente todo o resto do mundo.

Esse cenário de Selic a 15% e níveis de inadimplência (NPLs) historicamente baixos tem permitido que os bancos brasileiros reportem Retornos sobre o Patrimônio (ROEs) bastante elevados.

Assim, de acordo com o relatório, alguns investidores consideram que esse ambiente de margens financeiras altas e NPLs controlados pode estar se tornando o "novo normal" em mercados em que o ajuste fiscal é politicamente difícil e acaba sendo feito via inflação, o que tende a manter os juros estruturalmente mais altos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esse é um ambiente positivo para bancos… desde que a inadimplência continue sob controle", escrevem os analistas do BTG.

Leia Também

Para investidor estrangeiro, eleição não é evento binário

Quanto ao cenário político, a visão dos estrangeiros é notavelmente diferente daquela do investidor local, destacam os analistas. Enquanto a disputa eleitoral no Brasil é reconhecida como apertada, com chances crescentes de reeleição do presidente Lula, investidores na Europa e nos Estados Unidos não parecem enxergar o processo eleitoral como um evento binário, dizem.

A percepção é de que, se o dólar continuar se enfraquecendo e o fluxo para emergentes permanecer positivo, o Brasil deve continuar atraente. Políticas econômicas mais pró-mercado seriam, assim, bem-vindas, mas não necessariamente determinantes no curto prazo.

Os favoritos: os vencedores estruturais no radar europeu

Em termos de alocação no setor financeiro, a atenção dos investidores, especialmente aqueles com visão de longo prazo, tem se concentrado em nomes que são vistos como "vencedores estruturais" no Brasil. Esses são os players capazes de gerar crescimento de lucro ao longo do tempo com menor dependência do ciclo macroeconômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os nomes que mais se destacaram nas conversas na Europa foram:

Itaú Unibanco (ITUB4)

O banco aparece hoje com muito mais frequência nas carteiras dos estrangeiros. Acredita-se que o Itaú esteja em um ponto de inflexão estrutural significativo em sua agenda de eficiência, com metas ambiciosas para os próximos três a cinco anos.

O plano inclui a migração total para a nuvem e a desativação de seus sistemas legados ("o banco antigo"), visando a reduzir o custo de atendimento e melhorar a relação custo/receita do varejo em cerca de 10 pontos.

Com isso, o banco espera conseguir rentabilizar melhor o segmento de baixa renda — algo historicamente mais desafiador — e acelerar o crescimento, inclusive em segmentos nos quais já é líder, como o de alta renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esse movimento deve tornar o ambiente competitivo ainda mais difícil para os incumbentes tradicionais. Ainda assim, não incluímos esse impacto por completo em nossas estimativas oficiais, e nossa percepção é de que o mercado — embora positivo com a tese — ainda não dimensiona a real transformação em curso", diz o BTG.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG vem se consolidando como a principal posição em vários portfólios. O modelo de partnership é frequentemente citado como uma vantagem competitiva, e a capacidade de continuar aumentando o lucro em um ritmo próximo de 20% ao ano é vista como um diferencial relevante.

Embora Itaú e BTG sejam vistos como vencedores, o ponto recorrente de discussão é o valuation. A dúvida que persiste entre os investidores é se o mercado caminha para um cenário em que "poucos ganham muito," justificando um prêmio estrutural ainda maior para esses vencedores.

Nubank (NU)

O Nubank também está entre os vencedores estruturais percebidos, mas seu valuation mais alto o torna o nome mais difícil de "precificar". Na Europa, onde o perfil é mais de value investors (investidores de valor, que procuram comprar ações negociadas abaixo de seu valor "justo"), a visão sobre o Nubank segue mais dividida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG passou a ter visão mais construtiva para a ação do Nubank em abril, elevando a recomendação do papel para compra pela primeira vez desde o IPO. Os analistas do banco acreditam que o Nu está reacelerando no Brasil e ganhando participação em cartões de crédito, além de mostrar uma trajetória positiva também no México e opcionalidade de expansão nos EUA.

"Ainda assim, a desaceleração da economia, somada à alta marginal dos índices de inadimplência no sistema e a um discurso mais conservador por parte dos incumbentes, especialmente no segmento de baixa renda, levou parte dos investidores a questionar se o ciclo de crédito não estaria virando", observam os analistas.

Segundo o BTG, a questão recorrente dos investidores europeus foi se o Nubank conseguiria, de fato, atravessar um ciclo de crédito sem sofrer como os incumbentes. Na visão do BTG, o Nubank depende menos do ciclo macroeconômico do que os grandes bancos pois tem um custo de atendimento muito menor e uma base massiva de clientes, o que lhe permite trabalhar com tíquetes menores e prazos bem mais curtos de empréstimos.

"Na prática, isso cria uma carteira muito pulverizada, o que reduz a sensibilidade ao ciclo tradicional. O desafio, por outro lado, é escalar um portfólio tão fragmentado — mas o banco resolveu esse ponto ao atingir mais de 100 milhões de clientes. Em tese, isso permitiria ao Nu 'passar pelo ciclo' mais do que 'sofrer o ciclo', desde que continue consolidando a principalidade do cliente, que é o verdadeiro pilar da estratégia", conclui o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem não entusiasma tanto assim

Embora os analistas do BTG tenham uma visão construtiva para Bradesco (BBDC4) no curto prazo, os investidores estrangeiros demonstraram menos entusiasmo para aumentar posição na tese.

"Em termos gerais, e simplificando um pouco, nossa percepção é que o investidor global demora mais para “desembarcar” de uma tese — mas, quando sai, também tende a levar mais tempo para voltar, mesmo quando os fundamentos começam a melhorar. Essa sensação apareceu não só no caso de Bradesco, mas também em relação ao da XP, onde o interesse foi muito baixo apesar do valuation descontado", diz o relatório.

O baixo interesse dos gringos por XP (XP), aliás, chamou a atenção dos analistas do BTG. Embora a companhia seja tecnicamente um banco, ela é mais associada à tese de mercado de capitais/financial deepening, e nesse sentido o europeu prefere as ações da B3 (B3SA3).

No caso do Santander (SANB11), o interesse apareceu muito mais na discussão sobre um potencial fechamento de capital do que nos resultados em si.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Banco do Brasil (BBAS3) e Inter (INTR) ainda têm apelo

O Banco do Brasil ainda tem apelo entre os investidores europeus long only (que só operam comprados), com a tese de que o banco pode ser um dos principais beneficiários tanto do ciclo eleitoral quanto de uma eventual normalização mais clara do agronegócio, onde o BB historicamente tem forte vantagem competitiva.

"Temos, no entanto, reforçado que é difícil modelar com precisão a velocidade de recuperação da rentabilidade após o choque no agronegócio", alertam os analistas do BTG.

O BTG destacou ainda que houve um nível de interesse positivamente surpreendente em relação ao Inter (INTR). Alguns investidores comentaram explicitamente que preferem a "exposição digital" no Brasil via Inter por ser "mais barato" do que via Nubank.

"A dúvida que surgiu foi se, em algum momento, haveria uma convergência de valuation, ou se são, na prática, teses estruturalmente diferentes ao longo do tempo", observaram os analistas do BTG.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TOP PICKS DE ENERGIA

Nem Cemig (CMIG4) nem Axia Energia (AXIA3): Safra dá veredito de compra para uma ação elétrica e diz quais são as favoritas do setor

4 de maio de 2026 - 16:55

O banco elevou uma ação elétrica de neutra para compra, e citou outras duas empresas do setor que são consideradas as mais promissoras

SEM AQUISIÇÃO POR COTAS

Quer lucrar com a corrida do e-commerce? BTLG11 lança emissão aberta ao investidor — e você deveria entrar, segundo a Empiricus

4 de maio de 2026 - 15:05

Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo

SEM PROPOSTA

CVC (CVCB3) em alta na bolsa: companhia de viagens nega ter recebido proposta de aquisição para OPA

4 de maio de 2026 - 10:42

O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo

RECICLANDO O PORTFÓLIO

LOG (LOGG3) fecha maior venda da história com acordo de R$ 1,02 bilhão com FII do Itaú; veja os detalhes da operação

4 de maio de 2026 - 10:05

A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia

SADIA HALAL

IPO de US$ 2 bilhões a caminho: MBRF (MBRF3) dá passo final para colocar uma gigante na bolsa; veja detalhes

4 de maio de 2026 - 9:11

A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões

NOVAS MÁXIMAS

Bolsas de NY renovam recordes com esperança em relação à guerra no Irã; Nasdaq fecha acima dos 25 mil pontos pela primeira vez

1 de maio de 2026 - 18:26

Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA

SOBE E DESCE

Duas siderúrgicas e um estranho no ninho: o que levou Usiminas (USIM5), Hapvida (HAPV3) e Gerdau (GGBR4) às maiores altas do Ibovespa em abril?

1 de maio de 2026 - 15:32

Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês

MAÇÃ DE OURO

Ação da Apple (AAPL) sobe depois de alta de quase 20% no lucro com sucesso do iPhone 17; saiba qual é o risco no horizonte

1 de maio de 2026 - 11:48

A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro

SD ENTREVISTA

Bolsa brasileira não está barata, mas vale a pena pagar mais caro por boas empresas, afirma gestor da Itaú Asset

30 de abril de 2026 - 16:05

Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez

INADIMPLÊNCIA NO ARRANHA-CÉU

FII BMLC11 leva calote e move ação de despejo contra locatária do prédio mais alto do RJ; entenda os impactos nos dividendos

30 de abril de 2026 - 11:40

O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia