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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Investidor estrangeiro minimiza riscos de manutenção do governo atual e cenários negativos estão mal precificados, diz Luis Stuhlberger 

Na carta mensal do Fundo Verde, gestor afirmou que aumentou exposição às ações locais e está comprado em real

Monique Lima
Monique Lima
9 de dezembro de 2025
19:12 - atualizado às 18:52
Luis Stuhlberger, sócio-fundador do Verde Asset Management
Luis Stuhlberger, sócio-fundador da Verde Asset Management. - Imagem: Divulgação/UBS

Até o final de novembro, os desdobramentos do cenário político local eram construtivos e estavam impulsionando os preços das ações. Alinhado ao vento favorável para emergentes e alocação de estrangeiros, essa combinação de fatores resultou na valorização de 6,4% do Ibovespa no mês. Tudo mudou no início de dezembro, diz a carta mensal do Fundo Verde, gerido por Luis Stuhlberger.  

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“O cenário se modificou bastante nos primeiros dias de dezembro, com o senador Flávio Bolsonaro se colocando como candidato a presidente e invocando a primazia da família em liderar o campo à direita do espectro político na próxima eleição”, diz a carta.  

O anúncio desencadeou “correções importantes” nos ativos brasileiros e reacendeu o risco de “um tabuleiro político bastante incerto”, segundo Stuhlberger.  

O gestor afirma estar claro para os participantes locais do mercado que uma mudança política resultará em um upside significativo para a bolsa. No entanto, essa não é uma opinião compartilhada pelo consenso, “especialmente do investidor estrangeiro”, diz a carta.  

O texto afirma que os estrangeiros “minimizam o downside de uma manutenção do atual governo no poder”.  

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“Assim, preferimos buscar alinhar exposição ao potencial de alta com uma adequada proteção para os cenários mais negativos que nos parecem mal precificados”, diz a carta do Fundo Verde.  

Leia Também

As posições de Luis Stuhlberger no Fundo Verde 

Mesmo diante dos riscos à frente, a posição de Stuhlberger em dezembro foi aumentar a exposição à bolsa local e se manter comprado — expectativa de valorização do ativo — em real.  

Além do real e de ações, o Fundo Verde também está comprado em juro real. Isso significa que o gestor espera queda dos juros e/ou da inflação, que irá impulsionar a valorização dos títulos atrelados às taxas reais.  

Nas posições internacionais, a carta menciona posição comprada em uma cesta de moedas contra o dólar, além da moeda chinesa e do ouro.  

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A alocação em criptomoedas diminuiu e a carteira de crédito se manteve igual.  

Desempenho em novembro  

O Fundo Verde bateu por pouco o CDI em novembro. O benchmark atingiu 1,05% de retorno, enquanto o fundo de Stuhlberger entregou 1,06%.  

No acumulado do ano, no entanto, o Fundo Verde supera a referência com folga: 14,78% do fundo frente 12,94% do CDI.  

As ações brasileiras, o ouro, a carteira de crédito e as posições em juro real local foram os impulsionadores do resultado do mês passado. Já criptomoedas, bolsa global e juro real norte-americano foram os detratores.  

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