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Com a prorrogação, a companhia aérea tem até 2027 para se adaptar às regras do Novo Mercado da bolsa brasileira
A Gol (GOLL54) comunicou ao mercado nesta terça-feira (22) que a B3 estendeu o prazo para que a aérea se enquadre nas regras de ações em circulação na bolsa brasileira, também conhecido como free float. O novo limite para o cumprimento das exigências é 18 de janeiro de 2027.
Free float nada mais é que o número de ações que estão disponíveis para negociação, excluindo aquelas que são detidas por acionistas controladores, diretores, membros do conselho e em tesouraria.
Para ser negociada no Novo Mercado da B3, a empresa precisa manter pelo menos 25% das ações em circulação no mercado ou, alternativamente, ter pelo menos 15% de free float com média diária de negociação acima de R$ 25 milhões nos últimos 12 meses.
A decisão da B3 veio após a conclusão do aumento de capital da Gol de R$ 8,2 bilhões aprovado em maio, que resultou na concentração acionária sob controle da Abra Group.
Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no dia 17 deste mês, foram emitidas cerca de 8,19 trilhões de ações ordinárias e 968,82 bilhões de ações preferenciais da companhia aérea, com valores de R$ 0,0002857142 e R$ 0,01, respectivamente.
A operação teve como objetivo converter em ações os créditos devidos pela Gol, conforme o plano de recuperação judicial aprovado na Justiça dos EUA.
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O banco recomenda a venda das ações, mesmo depois que a companhia deixou o Chapter 11.
“Após a reestruturação, a alavancagem da companhia continuará elevada, em 5,4x, e a Abra passará a deter 80% da Gol”, escrevem os analistas do banco em relatório.
A Gol obteve US$ 1,9 bilhão em financiamento de saída durante o processo de reestruturação supervisionado pelo tribunal e quitou o financiamento DIP — um capital que serve para a empresa manter suas atividades durante o processo.
Assim, ela sai da reestruturação com US$ 900 milhões em liquidez.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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