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Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter do Seu Dinheiro, estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

FICOU BARATO DEMAIS?

FII Arch Edifícios Corporativos (AIEC11) sai na frente e aprova recompra de cotas com nova regra da CVM; entenda a operação

Além da recompra de cotas, o fundo imobiliário aprovou conversão dos imóveis do portfólio para uso residencial ou misto

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
15 de julho de 2025
19:00 - atualizado às 13:34
Miniatura de casa e moedas representando o investimento e os dividendos de fundos imobiliários
Miniatura de casa e moedas representando o investimento e os dividendos de fundos imobiliários - Imagem: Freepik

*O título original da matéria "FII Arch Edifícios Corporativos (AIEC11) sai na frente e anuncia recompra de cotas com nova regra da CVM; entenda a operação" foi alterado para "FII Arch Edifícios Corporativos (AIEC11) sai na frente e aprova recompra de cotas com nova regra da CVM; entenda a operação" porque, apesar da aprovação dos cotistas, o FII não anunciou ao mercado.

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Os fundos imobiliários ganharam, ainda em maio deste ano, uma nova possibilidade: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) passou a autorizar a recompra de cotas negociadas na bolsa de valores.

Até agora, nenhum FII havia aprovado uma operação do tipo. Porém, a espera dos investidores do setor imobiliário acabou nesta terça-feira (15): o Arch Edifícios Corporativos (AIEC11) saiu na frente e aprovou a recompra de cotas.

Segundo o documento divulgado nesta noite, a operação vai ocorrer no mercado secundário após a divulgação aos cotistas e ao mercado.

Vale lembrar que programas de recompra são comuns entre as empresas listadas na B3. As companhias costumam recorrer à operação quando suas ações passam a ter descontos excessivos, frequentemente para demonstrar aos investidores a confiança da gestão no negócio.

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Recompra de… cotas? A decisão da CVM

Após os fundos imobiliários experimentarem uma forte queda em dezembro de 2024, a discussão sobre a possibilidade de eles recomprarem cotas ganhou destaque no mercado.

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Isso porque, desde então, a maior parte dos FIIs, mesmo aqueles com fundamentos sólidos, ainda apresentam descontos altos em relação ao valor patrimonial, apesar da recuperação já observada em 2025.

Em maio deste ano, a CVM anunciou a autorização para a recompra de cotas dos fundos imobiliários negociados em bolsa. Porém, estabeleceu que a operação deve respeitar o limite de até 10% do patrimônio líquido do FII.

Além disso, as cotas adquiridas devem ser canceladas, não podendo ser mantidas em tesouraria. A xerife dos mercados ainda estipulou que a operação não será autorizada quando houver informação não divulgada que possa alterar substancialmente o valor da cota.

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As gestoras dos fundos imobiliários devem anunciar a recompra de cotas com 14 dias de antecedência. A operação terá validade por 12 meses.

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O AIEC11 no detalhe

O FII AIEC11 não tem vivido os melhores dias na bolsa de valores. Em junho, o fundo imobiliário registrou queda de 3,51%, além de acumular baixa de 55,31% desde o início das negociações das cotas na B3.

O Arch Edifícios Corporativos vem enfrentando dificuldades após dois locatários anunciarem a rescisão antecipada dos contratos de locação. 

Isso porque o FII possui apenas dois imóveis presentes no portfólio, um localizado no centro do Rio de Janeiro e o outro no complexo Rochaverá, em São Paulo. 

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Os empreendimentos estavam locados respectivamente para o IBMEC (RJ) e a Dow (SP) com contratos na modalidade atípica.

Porém, em 2023, a Dow anunciou que não renovaria o contrato, desocupando o imóvel no final de 2024.

Em seguida, foi a vez do IBMEC anunciar a rescisão antecipada do contrato, que previa a locação até 2032.

Assim, a partir de 2026, o imóvel será desocupado. O IBMEC seguirá pagando o aluguel até o final deste ano.

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Além disso, a instituição de ensino pagou uma multa rescisória de R$ 2,62 por cota em janeiro.

Com o aumento da vacância, a gestão do AIEC11, a Arch Capital, propôs a recompra de cotas, assim como a conversão dos dois imóveis para uso residencial ou misto.

“Em um cenário de tantas assimetrias, a recompra protege o cotista, reforçando o compromisso com uma gestão ativa”, afirmou André Dias, diretor da Arch Capital, em nota.

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