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Para a aquisição do portfólio completo do fundo imobiliário, o BTLG11 propõe duas possibilidades de pagamento
Rumores de que o fundo imobiliário Santander Renda de Aluguéis (SARE11) estaria próximo de dizer adeus à bolsa brasileira rondam o mercado desde março. Porém, o mistério chegou ao fim na noite de segunda-feira (19).
O BTG Pactual Logística (BTLG11) divulgou a assinatura de uma carta-proposta com o SARE11 para a aquisição total do portfólio.
Segundo o documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a operação envolve todos os imóveis e participações do Santander Renda de Aluguéis.
Atualmente, o portfólio do SARE11 é composto pelo Edifício Work Bela Cintra e Galpão Santo André, ambos localizados no estado de São Paulo, além de cotas de outros fundos imobiliários, incluindo o FII TM, que detém 75% do imóvel WT Morumbi.
O BTLG11 também passará a deter todo o caixa disponível do SARE11 caso a venda seja concluída.
A operação ainda depende da aprovação dos cotistas, que foram convocados para uma assembleia geral.
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Os investidores também vão decidir sobre a liquidação do FII após a alienação pelo BTLG11. A reunião está marcada para 10 de junho.
Com o anúncio, as cotas do SARE11 operam em queda de 0,85% nesta manhã, negociadas por R$ 4,64 por volta das 10h40. Já o BTLG11 apresenta leve alta de 0,19%, a R$ 100,50.
A proposta do fundo prevê duas formas de pagamento. Na primeira, o montante será pago através da transferência de cotas do BTG Pactual Logística aos investidores.
Para isso, o BTLG11 realizará a emissão de novas cotas, com base em seu valor patrimonial na data da operação. Em seguida, as cotas serão integralizadas pelo SARE11.
Após o FII receber as cotas do BTG Pactual Logística, a administração fará a amortização integral por meio da entrega do BTLG11. Caso a proposta seja aprovada, o SARE11 enviará a proporção da amortização.
Já a segunda possibilidade para o pagamento seria a compra do portfólio completo do FII por R$ 408,7 milhões à vista.
O SARE11 ressaltou que o preço de aquisição foi calculado com base em posições de caixa, recebíveis futuros e obrigações do fundo imobiliário e, portanto, ainda deve passar por ajustes.
“De todas as propostas recebidas, a que apresentou a melhor relação risco-retorno foi a do BTLG11, mesmo considerando o ajuste de preço a ser realizado”, afirmou o Santander, gestor do FII.
Além disso, destacou que o fundo BTG Pactual Logística possui maior porte, portfólio de ativos de alta qualidade, melhor liquidez e baixa alavancagem.
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