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Banco destaca empresas que superaram as expectativas no segundo trimestre em meio a um cenário desafiador para o Ibovespa
A temporada de resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25) trouxe um respiro aos investidores. A avaliação do Itaú BBA é de que as empresas listadas mostraram um desempenho "ligeiramente positivo" em suas operações entre abril e junho.
Em relatório, analistas apontam que as empresas que compõem o Ibovespa registraram um crescimento de 14% no lucro líquido, superando em 1,3% as projeções da casa. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 4,2%, ficando 5,2% acima do esperado. As receitas, por sua vez, aumentaram 8,4%, em linha com as expectativas.
Para ser exato, 46,3% das companhias superaram as estimativas de lucro líquido e 19,9% ficaram em linha. No nível de Ebitda, 31,1% das empresas superaram as expectativas. Isso significa que mais empresas superaram as expectativas operacionais do que ficaram abaixo.
E a boa notícia se estende à saúde financeira das empresas: a alavancagem agregada permaneceu estável no período do segundo trimestre.
Segundo o Itaú BBA, o múltiplo de endividamento do Ibovespa ficou em 1,8 vez a dívida líquida pelo Ebitda. Os analistas afirmam que é um sinal de que o aumento da dívida líquida foi compensado pelo crescimento do lucro operacional no período. A média histórica do índice é de 2,4 vezes.
Nove dos 16 setores mostraram um aumento na alavancagem em relação ao primeiro trimestre do ano. Os setores de distribuição de combustíveis e utilities (energia e saneamento) registraram os maiores aumentos, enquanto a redução foi maior entre empresas de siderurgia e mineração e consumo discricionário.
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A avaliação geral é de que os balanços do segundo trimestre revelam pontos de otimismo, mas também desafios à frente.
Em um ambiente de incertezas, algumas ações se destacam pelo seu momentum de resultados, segundo o BBA. A equipe de estratégia do banco selecionou cinco nomes que merecem a atenção do investidor:
A Sabesp (SBSP3) entrou no top 5 ações depois de superar significativamente as expectativas de lucro líquido (64,4%) e Ebitda (11,8%) no 2T25. A empresa ganhou ainda mais destaque por apresentar um desempenho inferior antes da divulgação dos resultados. Para o fechamento de 2025, a empresa projeta o maior crescimento de lucro líquido do Ibovespa: 358,5%.
A Eletrobras (ELET3) é outra das cinco ações, embora apresente tendências dúbias. A empresa superou as expectativas no 2T25, com lucro líquido 207,2% acima do esperado. No entanto, apresenta as menores projeções de crescimento para 2025: -52,1% de lucro líquido e -14,2% de Ebitda. A aposta está no futuro: o BBA espera preços melhores de energia até 2027.
A GPS (GGPS3) superou as expectativas de Ebitda (6,6%) e vendas (2,0%) no 2T25, mesmo subestimando o mercado antes do anúncio. Após a divulgação dos resultados, as ações subiram 14,4% e acumularam uma valorização de 26,2% no acumulado do ano.
O BTG Pactual (BPAC11) tem o mesmo mérito das anteriores: superou as estimativas de lucro líquido (11,0%) e vendas (14,1%) no 2T25, apesar do desempenho inferior antes da divulgação. A empresa projeta 102,6% de crescimento de lucro líquido em 2025, mas, paradoxalmente, menor crescimento de vendas (-18,4%).
Por fim, a Rede D’Or (RDOR3) superou as estimativas de lucro líquido (8,2%), Ebitda (5,5%) e vendas (2,0%). O relatório, entretanto, não aprofunda na análise da empresa.
Apesar do desempenho positivo, o cenário para o terceiro trimestre exige mais cautela, segundo o banco.
O período de julho a setembro reserva "comparações difíceis" e um novo cenário no que diz respeito à comparação de juros ano a ano. O impacto passa de 398 pontos-base no 2T25 para 447 pontos-base de aumento médio no 3T25, o que pode pressionar o lucro das empresas domésticas.
Além disso, há um risco de revisões para baixo nas estimativas de lucro devido à desaceleração econômica e à queda nos preços das commodities. As estimativas consolidadas do BBA de lucro líquido para o Ibovespa já foram revisadas para baixo em 2,6% para 2025 e 1,8% para 2026 nos últimos três meses.
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