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A companhia aérea acaba de sair da recuperação judicial e emitiu trilhões de ações para lidar com o endividamento
Algo parece não estar certo após o “rebranding” da Gol (GOLL54) na B3. Nos últimos dias, a ação disparou mais de 1.800% e a companhia aérea chegou a atingir um valor de mercado de R$ 1,3 trilhão, superando empresas consolidadas como WEG, Localiza e Rumo.
A cifra, no entanto, levanta dúvidas sobre sua precisão e sugere distorções provocadas pela nova estrutura acionária adotada pela companhia, que acaba de sair do processo de recuperação judicial nos EUA.
A companhia aérea opera em um mercado complexo, e os analistas não descartam que a mudança na conversão em novas ações possa ter gerado confusão entre os investidores.
O Seu Dinheiro buscou entender o que está por trás da disparada da companhia aérea na bolsa brasileira e, o mais importante, o que fazer com os papéis.
Oficialmente, a Gol saiu do Chapter 11 no dia 7, com um plano de capitalização de R$ 12 bilhões, que envolve a emissão de 8,1 trilhões de ações ordinárias (a R$ 0,00029 cada) e 968 bilhões de ações preferenciais (a R$ 0,01 cada).
Para evitar que suas ações sejam classificadas como penny stock — aquelas abaixo de R$ 1 — e também para evitar movimentos especulativos, a Gol agrupou suas ações em lotes, em um acordo com a B3.
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A ação preferencial (GOLL4), por exemplo, passou a ter o ticker GOLL54 e a representar um lote padrão de 1.000 ações. Essas ações tiveram uma cotação inicial de R$ 10 — R$ 0,01 vezes 1.000.
Luís Fernando Guerrero, advogado especialista em recuperação judicial e direito empresarial, explica que, neste momento, o mais importante é entender os ajustes feitos em relação à nova negociação da Gol na B3.
Em relatório do BTG Pactual, a equipe de analistas liderada por Lucas Marquiori afirma que, provavelmente, esta distorção “se deve principalmente ao baixíssimo volume de negociação das ações, o que impediu que a empresa obtivesse uma avaliação de valor decente pelos participantes do mercado”.
E continua: “Além disso, não descartamos a possibilidade de que a conversão em novas ações possa ter causado alguma confusão.”
Para Welliam Wang, gestor de fundos de ações da AZ Quest, os pequenos investidores podem ter ficado confusos com o movimento feito pela companhia aérea. Segundo dados da B3, a Gol tem cerca de 96.500 acionistas pessoas físicas.
"O ticker mudou e o mercado está confuso. A ação não vale a cotação indicada nos índices. Ao avaliar qualquer ação sob o código GOLL54, é crucial dividir o preço atual por 1.000 para entender o valor real do papel”, explica Wang.
Por exemplo, quando o preço em tela era de R$ 701, na verdade, dividido por 1.000, o valor real por ação preferencial seria de R$ 0,701.
“É uma distorção técnica que pode confundir o investidor pessoa física, principalmente quem não entende de ajustes de ticker ou grupamento”, destaca Wang.
O BTG Pactual acredita que, em algum momento, haverá uma convergência para o valor intrínseco da Gol, ou seja, baseado em seus fundamentos e na capacidade de gerar retorno.
Diante disso, o banco mantém recomendação de venda para os papéis.
A justificativa: a empresa saiu do processo de recuperação judicial com uma alavancagem de 5,4x, muito acima do considerado saudável, e continua inserida em um setor desafiador.
Além disso, o processo de capitalização levou à emissão de 1,2 trilhão de ações, o que resultou em uma diluição acionária de 99,8%.
Wang também chama atenção para a dívida elevada da companhia, que ainda terá que lidar com custos operacionais altos.
“Além da dívida, o setor como um todo enfrenta leasing mais caros, já que a demanda global por aeronaves aumentou os custos, e uma cultura de judicialização, que tornou comum processar aéreas por atrasos — mesmo quando causados por fatores externos, como fechamento de aeroportos. Tudo isso deve afetar qualquer potencial que os papéis ainda possam ter”, afirma o gestor.
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