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O estrategista-chefe da Empiricus e sócio do BTG Pactual diz quais papéis conseguem suportar bem os efeitos colaterais que toda votação provoca na bolsa
Falta pouco menos de um ano para as eleições de 2026, mas o mercado financeiro já coloca o pleito na conta da bolsa — uma antecipação poucas vezes vista por aqui. O desfecho da votação, no entanto, ainda é nebuloso: teremos um Lula 4 ou a centro-direita comandará a alternância de poder? Independente de quem vencer, Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus e sócio do BTG Pactual, dá o caminho para montar um portfólio para qualquer cenário.
“Embora todo mundo esteja discutindo eleição, eu acho que a eleição está fazendo pouco preço hoje. E isso não quer dizer que ela não esteja fazendo preço nenhum, eu acho que ela está e quem fala que não está, briga com a realidade”, disse Miranda durante participação no podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro.
“Temos várias coisas fazendo preço também — o preço não é uma coisa só determinando o valor de uma ação: tem eleição, juro nos EUA, inflação, crescimento, resultado das companhias… A eleição é uma delas”, acrescentou.
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O estrategista pondera que não é possível fazer uma aposta clara em papéis da bolsa pensando em uma eleição que só vai ocorrer praticamente daqui a 12 meses, mas é possível fazer uma ponderação sobre o comportamento da bolsa brasileira.
Pensando nisso, Miranda diz que o investidor que deseja evitar o "jogo de eleição" e "dormir bem", a recomendação é focar em um portfólio para todos os climas, com empresas mais resilientes.
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Entre os nomes citados por ele, estão: Mercado Livre (MELI34), Nubank (ROXO34), Itaú (ITUB4), BTG Pactual (BPAC11), Direcional (DIRR3), Eneva (ENEV3), Axia Energia (ELET3) — antiga Eletrobras — e Equatorial (EQTL3).
Para o estrategista, as condições adversas evidenciam a competência, favorecendo as empresas com balanço forte, poder de remarcar preço e acesso ao capital.
Onde investir em novembro: Ações brasileiras e internacionais, FIIs, dividendos e criptomoedas
Ainda que as empresas mais bem geridas tendam a ganhar espaço no mercado — podendo até comprar concorrentes fragilizados — existe um grupo de ações que pode ser considerado o “tesouro da bolsa”.
Segundo Miranda, a maior oportunidade de retorno no longo prazo está nas small caps. O estrategista afirma que o desconto dessas empresas é significativo porque elas são muito sensíveis ao fluxo de investidores locais.
“Eu defendendo uma posição pequena nas small caps porque probabilisticamente o valor esperado é muito mais alto do que está hoje na bolsa”, diz Miranda.
Alguns exemplos de small caps de qualidade que conseguiram performar bem no passado mesmo em cenários desfavoráveis, incluem BR Partners (BRBI11), Alpargatas (ALPA4) e Moura Dubeux (MDNE3).
Miranda deu opções para um cenário mais favorável ao Lula 4 e também para uma vitória da centro-direita e você pode conferir aqui.
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