A bolsa de Nova York sangra: Dow Jones cai quase 1 mil pontos e S&P 500 e Nasdaq recuam mais de 2%; saiba o que derrubou Wall Street
No mercado de câmbio, o dólar perde força com relação a outras moedas, atingindo o menor nível desde março de 2022

Ao que parece, nada pode estancar a hemorragia em Wall Street. Depois de uma semana operando no negativo, a bolsa em Nova York voltou a operar em forte queda nesta segunda-feira (21).
Depois de recuar mais de 1.200 pontos, o Dow Jones encerrou o dia com queda de 971,82 pontos, ou 2,48%, e foi seguido de perto pelo S&P 500 e pelo Nasdaq, que recuaram 2,36% e 2,55%, respectivamente. Por aqui, os mercados permaneceram fechados por conta do feriado de Tiradentes.
No mercado de câmbio, o dólar perdeu força com relação a outras moedas, atingindo o menor nível desde março de 2022. Você pode conferir os detalhes aqui.
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As fortes perdas também foram vistas entre as gigantes de tecnologia. As ações da Tesla caíram 5,75%, enquanto as da Nvidia baixaram 4,51%. AMD, Meta Platforms e Amazon caíram pelo menos 2% cada.
A sangria em Wall Street ocorre após cada um dos três principais índices da bolsa de Nova York registrar a terceira queda semanal nas últimas quatro semanas de negociação. O S&P 500 caiu 1,5% na semana passada, enquanto o Dow e o Nasdaq perderam mais de 2% cada.
O que derruba a bolsa de Nova York
A crescente preocupação com as tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump, vem pesando sobre Wall Street. Os principais índices da bolsa de Nova York acumulam perdas de cerca de 7% desde 2 de abril, quando Trump anunciou as chamadas tarifas recíprocas a mais de 180 países.
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O republicano até ofereceu uma trégua ao baixar as taxas para 10% por 90 dias para países que não retaliaram os EUA — o que exclui a China desse pacote —, mas o mercado não consegue engatar uma recuperação.
As negociações de hoje estão sendo pressionadas pela falta de progresso com relação a acordos comerciais durante o fim de semana, o que prejudica a confiança dos investidores.
Na verdade, as tensões pareceram aumentar com a China, que alertou outras nações para não fecharem nenhum acordo com os EUA que pudesse prejudicá-la.
EUA vs. CHINA: Sem ACORDO, as duas POTÊNCIAS PERDEM
Não é só a guerra tarifária que derruba a bolsa hoje
Não é só a guerra tarifária que derrubou a bolsa em Nova York hoje. Questões em torno da independência do Federal Reserve (Fed) também prejudicaram as ações.
Na quinta-feira passada, Trump chegou a insinuar a demissão de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano.
Na sexta-feira, o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que o presidente e sua equipe estavam estudando se demitir Powell era uma opção.
Não satisfeito, no fim da manhã de hoje, Trump voltou a pedir cortes nos juros e a atacar a postura de Powell, acusando-o de favoritismo político sobre a gestão anterior, do ex-presidente Joe Biden.
Trump retomou o argumento de que "praticamente não há inflação" nos EUA, em publicação nesta manhã na Truth Social.
"Muitos estão pedindo por 'cortes preventivos' nas taxas de juros", escreveu Trump, sem detalhar a quem se referia. "Powell está sempre 'atrasado demais', exceto no período de eleições, quando baixou juros para ajudar o sonolento Joe Biden, e depois Kamala [Harris]. E no que deu isso?"
O presidente norte-americano defendeu que os preços e custos "da maior parte das coisas" nos EUA estão em uma "boa trajetória de queda", como ele "previu que aconteceria", incluindo nos setores de energia e alimentos.
"Mas pode ocorrer uma desaceleração da economia, a menos que o sr. Atrasado Demais, um grande perdedor, reduza as taxas de juros, agora", disse Trump, voltando a citar como exemplo o ciclo de relaxamento monetário do Banco Central Europeu (BCE) na Europa.
A reação no mercado de dívida às declarações de Trump foi imediata. Os yields (rendimentos) dos títulos de dois anos do Tesouro dos EUA — os mais sensíveis às mudanças na política monetária — renovaram mínimas do dia, a 3,739%.
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