O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco Central cortou a taxa básica em mais 0,50 ponto percentual nesta quarta; veja como a rentabilidade dos investimentos conservadores deve reagir
Conforme sinalizado pelo Banco Central e esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) deu o pontapé inicial nas suas reuniões de 2024 com um corte de 0,50 ponto percentual na Selic nesta quarta-feira (31). Assim, a taxa básica de juros passou de 11,75% para 11,25% ao ano.
E como você talvez já tenha notado, juros mais baixos significam remunerações menores na renda fixa conservadora, inclusive na sua reserva de emergência, uma vez que aplicações indexadas à Selic e ao CDI passam a pagar menos.
Desde a reunião do Copom em novembro, o CDI mensal, taxa de juros que se aproxima da Selic, já não rende mais aquele 1,00% ao mês que o brasileiro tanto gosta.
Mas isso não quer dizer que as aplicações conservadoras devam deixar a sua carteira. Embora o cenário já permita, segundo especialistas, reduzir a posição em ativos pós-fixados, ao menos a sua reserva de emergência ainda deve permanecer aplicada neste tipo de investimento.
Além disso, 11,25% ao ano com baixíssimo risco continua sendo uma remuneração formidável.
A queda da Selic para 11,25% ainda não é o suficiente para ativar o gatilho que muda a regra de remuneração da caderneta de poupança para 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR). Esta mudança só ocorre caso a taxa básica caia abaixo de 8,50%, cenário que ainda está bem distante.
Leia Também
Assim, a poupança continua pagando seu tradicional 0,5% ao mês mais TR e se torna um pouco mais atrativa frente às aplicações financeiras indexadas à Selic e ao CDI – mas ainda com retorno pior, mesmo consideradas eventuais taxas e imposto de renda dos investimentos pós-fixados.
Com a Selic em 11,25% ao ano (e supondo um CDI um pouco inferior, de 11,15%, como costuma acontecer), as rentabilidades mensais e anuais líquidas das principais aplicações financeiras conservadoras ficam assim:
| Investimento | Retorno líquido em 1 mês* | Retorno líquido em 1 ano** |
| Poupança | 0,57% | 7,05% |
| Tesouro Selic 2026 (via Tesouro Direto) | 0,66% | 9,10% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 0,69% | 9,20% |
| CDI bruto | 0,88% | 11,15% |
A Selic deve passar por mais quatro cortes de 0,50 ponto percentual e um de 0,25 ponto neste ano, encerrando 2024 a 9,00% ao ano, segundo as projeções das instituições financeiras compiladas no último Boletim Focus do Banco Cental.
Sendo assim, a Selic não deve ficar estagnada em 11,25% por muito tempo. Ou seja, a rentabilidade das aplicações conservadoras dentro de um ano, a partir de agora, deve ser ainda menor do que os valores projetados na tabela anterior.
Importante notar ainda que, mesmo com a permanência da regra de remuneração da poupança em 0,5% mais TR, a rentabilidade da caderneta também vem caindo, ainda que sutilmente. É que, com a redução da taxa de juros, a TR também tende a recuar, embora responda por uma parcela pequena da remuneração.
Assim, para dar uma ideia melhor de como ficará a rentabilidade dos investimentos conservadores daqui para frente, vamos simular diferentes prazos de aplicação utilizando as estimativas do mercado para a Selic e o CDI nos próximos 12 e 24 meses (DI futuro).
Vale frisar, no entanto, que essas projeções podem mudar a partir da decisão do Copom de hoje, bem como das sinalizações do Banco Central para as próximas reuniões. Além disso, as projeções para a poupança continuam considerando a TR de dezembro, mas esta taxa também pode cair daqui para frente.
| Investimento | Retorno líquido em 1 ano* | Retorno líquido em 2 anos** |
| Poupança | 7,05% | 14,59% |
| Tesouro Selic 2026 (via Tesouro Direto) | 8,11% | 16,99% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 8,21% | 17,16% |
| LCI 90% do CDI | 8,91% | 18,00% |
Veja, na tabela a seguir, quanto você teria ao final de cada período caso aplicasse R$ 10 mil em cada um desses investimentos, nas circunstâncias da simulação anterior:
| Investimento | Quanto você teria após 1 ano | Quanto você teria após 2 anos |
| Caderneta de poupança | R$ 10.704,58 | R$ 11.458,80 |
| Tesouro Selic 2026 | R$ 10.811,06 | R$ 11.698,95 |
| CDB ou fundo Tesouro Selic 100% do CDI | R$ 10.820,87 | R$ 11.715,93 |
| LCI 90% do CDI | R$ 10.891,22 | R$ 11.799,79 |
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI
Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira
A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta
Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor
Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado
Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas
Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira
Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais
Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell
Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas
Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento
Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa
O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança
Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais
Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses
Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto