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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Renda fixa do mês

Itaú BBA e Santander indicam títulos do Tesouro Direto para março; BTG recomenda títulos isentos de imposto de renda

Pós-fixados e indexados à inflação são as escolhas entre os títulos públicos; entre os privados, debêntures incentivadas, CRI e CRA

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
11 de março de 2024
16:30 - atualizado às 15:43
Lâmpada ao lado de moedas empilhadas, representando renda fixa
Imagem: Shutterstock

Se você está à procura de opções na renda fixa para investir em março, três grandes bancos fizeram recomendações. Itaú BBA e Santander publicaram relatórios com sugestões de títulos públicos no Tesouro Direto; já o BTG Pactual trouxe uma carteira de títulos privados isentos de imposto de renda, entre debêntures incentivadas, CRIs e CRAs.

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Confira:

Tesouro Direto: pós-fixados e indexados à inflação longos se mantêm atrativos

O Itaú BBA manteve o perfil da sua carteira recomendada de títulos públicos, que continua com alocação balanceada entre títulos pós-fixados, atrelados à inflação de longo prazo e posições mais pontuais em prefixados.

No entanto, a mudança anual feita na oferta de títulos pelo Tesouro Direto fez com que a gestora do banco substituísse alguns papéis da carteira, trocando o Tesouro Selic 2026 e o Tesouro Prefixado 2026, que deixaram de ser oferecidos para o investidor comprar, pelos títulos mais curtos que passaram a ser oferecidos: o Tesouro Selic 2027 (com 30% de exposição da carteira) e o Tesouro Prefixado 2027 (com exposição de 20% da carteira).

  • Existe renda fixa “imune” à queda da Selic? Analista recomenda títulos que podem render bem mais do que o IPCA e do que CDI. Baixe o relatório gratuito aqui.

Quem já tem os títulos com vencimento em 2026 na carteira, porém, pode carregá-los ao vencimento, se desejar, ou então resgatá-los a qualquer momento. Mesmo não sendo mais oferecidos para compra, eles ainda mantêm a sua liquidez diária.

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Assim, a carteira recomendada de títulos públicos do Itaú BBA ficou assim:

Leia Também

Título públicoRentabilidade anualPeso
Tesouro Selic 2027Selic + 0,1030%30%
Tesouro Prefixado 20279,99%20%
Tesouro IPCA+ 2029IPCA + 5,55%30%
Tesouro IPCA+ 2045IPCA + 5,79%20%
Fonte: Itaú BBA

Já o Santander manteve a sua recomendação de compra para o Tesouro IPCA+ 2035. “Se os ventos domésticos se provarem favoráveis para os ativos de risco (menores ruídos políticos, inflação convergindo à meta no médio prazo e promessas de responsabilidade fiscal em 2024), podemos ver um menor prêmio de risco para os títulos públicos reais, favorecendo a marcação a mercado deles. Caso a percepção de risco piore e o dólar volte a se valorizar, a proteção contra a inflação do título recomendado exercerá sua função”, diz o banco.

Em outras palavras, por um lado o título tem potencial de valorização caso o cenário melhore para os ativos de risco e os juros futuros recuem; por outro, a proteção contra a inflação se mostra útil em um cenário em que a percepção de risco piore.

Títulos privados incentivados: CRIs e CRAs dividem espaço com debêntures incentivadas

Já o BTG Pactual publicou alterações na sua carteira de títulos de crédito isentos de IR, que agora conta com um CRA a mais.

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Ainda assim, a retirada de papéis da carteira não necessariamente corresponde a uma recomendação de venda.

Para o mês de março, o BTG retirou a debênture da TIM (TIMS12) e a CRI de Localiza (23C0247702), uma vez que ambas se valorizaram e viram uma queda de taxa devido à demanda maior recentemente. Mesmo assim, a recomendação do banco para quem tem esses ativos na carteira é manutenção, não venda.

No lugar desses dois papéis foram acrescentados um novo CRI, desta vez da Original Holding (Automob), negociada sob o código 22L2288683; e um CRA, da Armac, negociado sob o código CRA022007KH.

Entre os motivos para as escolhas do CRI, o BTG cita a fiança da holding Simpar e a posição de liderança do emissor no segmento de automóveis de luxo; já para o CRA, o banco cita a queda na alavancagem, a posição de caixa confortável e a posição de liderança do emissor.

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Veja todas as recomendações do BTG Pactual na renda fixa isenta de IR para março:

TítuloSetorClassificação de risco (rating)Data de vencimentoRentabilidade anual***
CRA Armac (CRA022007KH)Transporte e logísticaAA-15/06/2029IPCA + 6,08%
Debênture Equatorial Gás (CGOS24)*Distribuição de energiaAAA15/10/2031IPCA + 5,16%
Debênture Rota das Bandeiras (CBAN12)Concessão rodoviáriaAAA15/07/2034IPCA + 5,86%
Debênture Hélio Valgas (HVSP11)Geração de energia (solar)AA-15/06/2038IPCA + 6,23
Debênture Origem Energia (ORIG11)Óleo e GásA15/12/2035IPCA + 7,18%
Debênture Mata de Santa Genebra (MSGT33)Transmissão de energiaAA15/11/2037IPCA + 5,83%
Debênture Iguá Rio de Janeiro (IRJS14)SaneamentoAA+15/05/2043IPCA + 6,29%
CRA Minerva (CRA02300MJ9)**FrigoríficoAAA15/09/2028CDI + 0,80%
CRI Yduqs (23J1142031)**EducaçãoAAA16/10/2028CDI + 0,40%
CRI Original Holding (Automob) (22L2288683)Transporte e logísticaAAA15/04/2030CDI + 1,20%
(*) Apenas para investidor profissional, aqueles com mais de R$ 10 milhões em aplicações financeiras
(**) Apenas para investidor qualificado, aqueles com mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras
(***) Na plataforma do BTG Pactual
Fonte: BTG Pactual.

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