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Pequim criou uma empresa de aviação para bater de frente com rivais estrangeiras — e Airbus responde a concorrência à altura
Os especialistas dizem que uma turbulência não derruba um avião, mas e se o chacoalhão vier da China? É isso que promete a Corporação de Aeronaves Comerciais da China, ou Comac, a empresa que quer rivalizar com Airbus e Boeing no mundo da fabricação de aeronaves comerciais.
A Comac é o mais novo símbolo da estratégia “Made in China” de Pequim, que visa reduzir a dependência de fabricantes estrangeiros.
E os chineses estão levando a empreitada a sério. No último domingo (18), o avião comercial C919 fez a primeira incursão fora de seu território, realizando um sobrevoo no Singapore Airshow.
Inclusive, foi na feira internacional de aviação que a Comac recebeu seus primeiros pedidos. A Tibet Airlines, uma companhia aérea proeminente sediada na região do Tibete, na China, fechou um contrato que inclui a aquisição de 40 aeronaves C919 e 10 ARJ.
Segundo a Reuters, além do pedido da Tibet Airlines, o Henan Civil Aviation Development and Investment Group (HNCA), outra estatal chinesa, também assinou um acordo com a Comac para seis modelos derivados do jato regional ARJ21.
Os modelos ARJ são destinados a combate a incêndios, serviços médicos e gestão de emergências, indicando a abordagem diversificada da Comac em atender várias necessidades de aviação.
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Confirmando a tese de que a turbulência não derruba um avião, a Airbus disse nesta terça-feira (20) que não teme a concorrência chinesa.
Christian Scherer, CEO do negócio comercial de aeronaves da Airbus, reconheceu que o C919 é um esforço legítimo da China, mas “o mercado é grande o suficiente para a concorrência, saudamos a concorrência”.
“Não queremos enfiar a cabeça na areia... é normal ver mais concorrência”, disse Scherer.
Considerado um concorrente do Boeing 737 e do Airbus 320, o Comac C919 é um jato de fuselagem estreita desenvolvido pela Comac.
O modelo foi certificado pela Administração de Aviação Civil da China em setembro de 2022 e entrou em serviço comercial com a China Eastern Airlines em maio do ano passado.
O Comac C919 usa o mesmo motor do avião de passageiros de fuselagem estreita da Airbus, o Airbus A320neo, equipado com motores CFM International LEAP.
Já o ARJ21 é um avião turbofan de curto e médio alcance que pode voar distâncias menores e é usado para voos regionais.
*Com informações da CNBC e da CNN
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