Um retorno histórico? Por que Donald Trump foi nomeado a Pessoa do Ano da revista Time pela segunda vez
Publicação justificou a escolha do republicano por ter liderado “um retorno de proporções históricas”

Se eu ganhasse uma moeda cada vez que Donald Trump fosse nomeado Pessoa do Ano logo depois de ser eleito presidente dos Estados Unidos, eu teria dois centavos, o que não é muito, mas é curioso que tenha acontecido de novo.
A premiação quase centenária da revista Time já se tornou um marco cultural, aguardada como o Oscar ou o Grammy. Em dezembro, a publicação escolhe uma personalidade que, durante os 12 meses do ano, teve impacto mundial e “para o bem ou para o mal, moldou o mundo e dominou o noticiário”.
Segundo os editores, a escolha tende a ser difícil na maioria dos anos. Mas a de 2024 não foi.
Pela segunda vez, Donald Trump levou a “coroa”, que, apesar de não ter nenhuma relevância prática, acaba sendo simbólica.
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Entre os finalistas, estavam nomes como Kamala Harris, Elon Musk, Kate Middleton, Jerome Powell (diretor do Federal Reserve) e Joe Rogan (apresentador de um dos podcasts mais ouvidos do mundo).
No ano passado, a vencedora tinha sido a artista Taylor Swift.
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Por que Donald Trump foi nomeado a Pessoa do Ano?
Definindo o atual momento como a “Era de Trump”, a TIME reforçou que o político e empresário está novamente no centro do mundo, fazendo com que membros do Congresso, instituições internacionais e líderes globais tenham que se “alinhar aos seus caprichos”;
“Desde que começou a concorrer à Presidência, em 2015, talvez nenhum indivíduo tenha desempenhado um papel tão importante em mudar o curso da política e da história como Trump”, escreveu a revista.
Com um primeiro mandato caótico, em meio à pandemia, e uma saída “nada graciosa”, que resultou na invasão do Capitólio, muitos investidores mais experientes tinham declarado o final da carreira política de Trump.
Mas, “se aquele momento marcou o ponto mais baixo de Trump, hoje, testemunhamos sua glorificação", nas palavras dos editores da publicação.
Por fim, a Time justificou a escolha com as seguintes palavras:
"Por liderar um retorno de proporções históricas, por impulsionar um realinhamento político raro em uma geração, por remodelar a presidência dos Estados Unidos e alterar o papel do país no mundo, Donald Trump é a Pessoa do Ano de 2024."
Mesmo sem ter assumido oficialmente a Casa Branca, o futuro presidente já sinalizou alguns dos projetos que pretende colocar de pé. Um deles, por exemplo, é aumentar as tarifas impostas à China, algo já esperado para quem acompanhou a campanha presidencial do republicano.
Hoje, como comemoração, Donald Trump tocou o sino da abertura da bolsa de Nova York, a NYSE. “Recebendo essa honra pela segunda vez da Time Magazine, acho que desta vez gosto mais”, declarou.
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