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As ofensivas aumentaram as preocupações sobre a possibilidade de um conflito mais amplo no Médio Oriente, à medida que a guerra entre Israel e o Hamas ultrapassa a marca dos 100 dias

A escalada da guerra no Oriente Médio ganhou novos contornos depois que o Irã atacou três países em 24 horas — provocando a ira e promessas de revanche.
Iraque, Síria e Paquistão foram os alvos das ofensivas de Teerã, que usou drones e mísseis contra os três inimigos.
Os ataques aumentaram as preocupações sobre a possibilidade de um conflito mais amplo no Médio Oriente, à medida que a recente guerra entre Israel e o Hamas ultrapassa a marca dos 100 dias.
O Iraque chamou de volta o embaixador no Irã depois que o ataque à região semiautônoma do Curdistão, no norte, matou quatro civis e feriu pelo menos seis.
Teerã disse que a ofensiva teve como alvo um centro de espionagem israelense perto do consulado dos EUA em Erbil, capital regional do Curdistão.
O primeiro-ministro curdo iraquiano, Masrour Barzani, contestou a afirmação iraniana, descrevendo o ataque como um “crime contra o povo curdo”.
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O Ministério das Relações Exteriores do Paquistão publicou uma nota na qual “condena veementemente a violação não provocada de seu espaço aéreo pelo Irã” e informou que duas crianças morreram na ação e três ficaram feridas.
A nota também dizia que “é ainda mais preocupante que este ato ilegal tenha ocorrido apesar da existência de vários canais de comunicação entre o Paquistão e o Irã”.
Embora os ataques à Síria e ao Paquistão não estejam relacionados com Israel – Teerã disse que a ofensivas tinham como alvo grupos terroristas anti-Irã – eles significam uma ação direta mais ousada do Irã, que financia e fornece forças que se opõem a Israel, como o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e o Houthis no Iêmen.
Os Houthi lançaram nas últimas semanas dezenas de ataques a navios comerciais no Mar Vermelho em protesto contra o que diz ser o genocídio do povo da Faixa de Gaza por parte de Israel.
Em resposta aos ataques no Mar Vermelho, os governos dos EUA e do Reino Unido começaram na semana passada a lançar ofensivas com mísseis contra posições Houthi no Iêmen.
Embora os EUA tenham atingido representantes iranianos na Síria e no Iraque desde o início da guerra em Gaza, a ação com mísseis são as primeiras dos EUA ao grupo iemenita.
“Quando se junta a integração na região, a normalização das relações de Israel com todos os países, garantias e compromissos de segurança, um Estado palestiniano... cria-se uma região inteiramente nova. E então o maior desafio de Israel, o maior problema, também para nós – o Irã – está isolado”, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, à CNBC na terça-feira em Davos.
*Com informações da CNBC
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