Opep vai estender cortes na produção de petróleo em momento de queda nas cotações
O barril do petróleo Brent, referência para os preços da Petrobras, recuou pouco mais de 7% em maio e reduziu pressão sobre estatal

A Opep+, grupo dos principais países exportadores de petróleo e aliados, decidiu estender os cortes oficiais na produção até 2025. O anúncio acontece em um momento de queda das cotações da commodity após as máximas do ano no início de abril.
O barril do Brent, referência para os preços da Petrobras, recuou pouco mais de 7% em maio. Aliás, a queda nas cotações reduz a pressão sobre a estatal para um aumento dos combustíveis em meio à alta do dólar.
Pelo acordo, a Opep produzirá um total combinado de 39,725 milhões de barris por dia no próximo ano. Este número representa os níveis de produção de petróleo exigidos de cada membro individual antes de ajustes adicionais na produção e leva em consideração a saída de Angola do grupo em janeiro deste ano.
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Além disso, inclui um aumento na produção dos Emirados Árabes Unidos de 300 mil barris por dia a partir de janeiro de 2025 até o final de setembro do próximo ano.
Ainda de acordo com o comunicado da aliança, um grupo menor de países, incluindo Arábia Saudita e Rússia, vai estender um conjunto de cortes voluntários na produção de petróleo que estavam programados para expirar no final deste ano. Esses cortes agora devem ocorrer ao longo de 2025.
"As quantidades desta redução, totalizando 2,2 milhões de barris por dia, serão então restauradas gradualmente, mensalmente, até o final de setembro de 2025", diz o comunicado.
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Dúvidas sobre a demanda por petróleo
A decisão da Opep+ de estender os cortes na produção acontece antes do início da da temporada de viagens de verão no hemisfério norte. Esse período costuma aumentar a demanda por combustíveis, mas as visões sobre esse tema variam.
Isso porque o último relatório do mercado de petróleo da Opep prevê um aumento de 2,25 milhões de barris por dia na demanda neste ano. Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia, sediada em Paris aponta para um aumento menor, de apenas 1,06 milhão de barris por dia.
Os ministros da Opep+ se reunirão novamente para discutir os próximos passos de política em 1º de dezembro.
*Com informações da CNBC
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