Mais uma vingança de Putin: Rússia promete resposta sem piedade às ofensivas da Ucrânia na fronteira
O ataque à fronteira começou na última terça-feira (6) e pareceu pegar Moscou de surpresa; confira o que o chefe do Kremlin disse sobre os últimos ataques, que voltaram a colocar a usina nuclear de Zaporizhzhia em risco

Vladimir Putin não vai deixar barato as últimas ofensivas da Ucrânia. O presidente da Rússia prometeu nesta segunda-feira (12) resposta impiedosa à incursão em andamento ucraniana em território russo, enquanto mais 11.000 pessoas foram retiradas hoje de uma segunda região de fronteira.
"O inimigo certamente receberá uma resposta à altura, e todos os nossos objetivos serão, sem dúvida, alcançados", disse Putin em uma reunião televisionada com membros do alto escalão da segurança e governadores.
Os comentários de Putin foram feitos depois que autoridades russas em uma segunda região de fronteira ordenaram que milhares de moradores se retirassem, enquanto a incursão da Ucrânia em território russo ganhava força.
"A evacuação dos moradores do distrito de Krasnoyarsk foi realizada de forma centralizada. No momento, 11.000 pessoas de 11.500 moradores saíram com sucesso. Cerca de 500, incluindo a administração pública, permanecem em seus locais de trabalho", disse o chefe administrativo da região da fronteira de Belgorod, Andrey Miskov, no Telegram.
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A incursão audaciosa da Ucrânia
Enquanto as forças russas e ucranianas continuam a lutar no leste e sul da Ucrânia, as tensões entre Moscou e Kiev se intensificaram ainda mais na última semana após uma incursão audaciosa das forças ucranianas na região da fronteira russa de Kursk.
O ataque à fronteira começou na última terça-feira (6) e pareceu pegar Moscou de surpresa, com o Ministério da Defesa da Rússia revisando as estimativas iniciais para dizer na última quinta-feira (8) que cerca de 1.000 soldados e vários tanques e veículos blindados participaram da incursão.
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No domingo (11), um membro do alto escalão da segurança ucraniana disse à agência de notícias AFP que "milhares" de soldados estavam envolvidos na operação, que marcou uma tentativa de "esticar" e "desestabilizar" a Rússia.
O Institute for the Study of War (ISW) sugere que Putin e seu comando militar “avaliaram incorretamente que a Ucrânia não tinha capacidade para contestar as iniciativas russas.”
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Rússia x Ucrânia: uma nova ameaça nuclear?
Em meio à incursão da Ucrânia na fronteira da Rússia, Moscou e Kiev culparam um ao outro por um grande incêndio que irrompeu na Usina Nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, no domingo (11).
Autoridades ucranianas disseram que as forças russas iniciaram o incêndio na usina, que está ocupada desde março de 2022, enquanto o governador de Zaporizhzhia, instalado pelo Kremlin, disse que o bombardeio ucraniano foi a causa do incêndio.
A usina nuclear ocupada tem sido um ponto crítico frequente entre Ucrânia e Rússia, que repetidamente se acusaram mutuamente de lançar ataques de drones e bombardeios de alto risco na usina ou perto dela, colocando em risco a segurança da instalação e arriscando um desastre nuclear.
*Com informações da Reuters, da CNBC e da NBC News
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