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A possibilidade de a vice presidente dos EUA se tornar a candidata democrata canaliza uma enorme quantidade de recursos para os democratas enfrentarem Trump em novembro
Quando o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou no domingo (21) que desistiria de concorrer à reeleição, ele mesmo endossou sua vice, Kamala Harris, como o nome para enfrentar Donald Trump em novembro — mas pouca gente imaginava é que mesmo sem ser oficializada, ela já está batendo recordes.
Menos de 24 horas depois da retirada de Biden, a arrecadação de fundos dos democratas passou de US$ 100 milhões, de acordo com o ActBlue — site que rastreia o ticker de arrecadação de fundos ao vivo do partido.
A quantia é histórica e garante uma quantidade significativa de recursos para os democratas enfrentarem Trump e o Partido Republicano, faltando poucos meses para as eleições de novembro.
A arrecadação também sugere que a maioria dos doadores do partido está cada vez mais entusiasmada com a candidatura de Harris quase um mês após o desempenho desastroso de Biden no debate contra Trump.
Os novos fundos marcam uma virada importante para o Partido Democrata, que viu o apoio dos principais doadores diminuir após o fraco desempenho de Biden no debate de junho.
O financiamento popular de pequenos doadores também caiu, de acordo com membros da campanha de Biden citados na imprensa norte-americana.
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Agora, no entanto, esses mesmos doadores que retiraram o financiamento devido a preocupações com a idade de Biden, de 81 anos, dizem que pretendem retomar o apoio ao partido com ainda mais força.
Mas se Harris bate recordes de arrecadação, nas pesquisas, ela ainda aparece atrás de Trump.
De acordo com o levantamento do Post com 11 pesquisas pós-debate, Trump supera Harris por 1,5 ponto percentual, na média, uma vantagem ligeiramente menor do que o republicano teve em relação a Biden nas pesquisas, de 1,9 ponto.
Em uma enquete feita pela CNN entre os dias 28 e 30 de junho, Trump obteve 47%, enquanto a vice-presidente ficou com 45%.
Segundo uma pesquisa da Yahoo News em parceria com o instituto YouGov, o candidato republicano lidera com a mesma margem de 2%. A amostragem foi feita entre os dias 28 de junho e 1 de julho.
*Com informações da BBC e do Estadão Conteúdo
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