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Anúncio do governo frustrou os investidores, que esperavam medidas na casa dos trilhões de yuans
Se os investidores tinham alguma expectativa sobre as novas medidas de estímulo à economia chinesa, elas foram devidamente frustradas nesta terça-feira (8). Isso porque o governo da China anunciou um pacote relativamente "modesto" e bem abaixo do esperado pelo mercado.
A expectativa dos analistas era de anúncio de estímulos na casa dos trilhões de yuans.
No entanto, Zheng Shanjie, chefe da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC) do país, falou apenas na antecipação de 100 bilhões de yuans (R$ 77,9 bilhões) do orçamento para investimentos do ano que vem e outro montante equivalente para projetos de construção, segundo a imprensa local.
Shanjie disse em entrevista coletiva que o governo está confiante em manter um crescimento econômico estável e saudável e atingir a meta de crescimento anual.
Ele também ressaltou a recuperação do índice de gerentes de compras (PMI) do setor de manufatura, o aquecimento do mercado de ações e a elevação do consumo durante o feriado dos últimos dias, após a implementação de políticas de estímulo.
Reagindo à frustração com o pacote do governo, a bolsa de Xangai devolveu a maior parte dos ganhos do início do dia. Ao abrir, o Xangai Composto chegou a subir 10%, na expectativa por medidas robustas. Contudo, o índice fechou com 4,59%.
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Na visão de Louis-Vincent Gave, o renomado cofundador da Gavekal Research, as autoridades chinesas não irão parar com os estímulos até que a inflação aumente significativamente, o yuan enfraqueça ou as valuations da bolsa se tornem excessivamente altos.
Historicamente, um estímulo fiscal e monetário na China significava um aumento nos gastos com infraestrutura, construção e outros setores. Esse tipo de pacote beneficiava empresas como as mineradoras BHP, Vale e Rio Tinto e até mesmo nomes da moda de luxo, incluindo LVMH e Hermès.
Segundo Gave, os investidores devem observar as ações dos formuladores de políticas e ajustar seus portfólios de acordo. Leia a análise completa aqui.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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