A motosserra de Milei ficou sem combustível? Entenda por que o dólar voltou a bater máximas na Argentina — e por que isso já era esperado
Ao mesmo tempo em que o mercado aumentou o apetite por dólares, Javier Milei, o presidente do país, virou capa da revista Time
O dólar paralelo na Argentina, também conhecido como blue, voltou a renovar máximas históricas nesta quinta-feira (23) depois de meses de calmaria. Perto das 12h, a cotação do blue atingia os 1.300 pesos, de acordo com o portal Ámbito Financeiro, uma alta de 1,96%.
Vale lembrar que a Argentina adota múltiplas cotações para o dólar, sendo que a blue é aquela mais próxima da realidade do país.
Porém, mesmo a cotação do dólar oficial, aquela praticada por empresas no país, também vinha subindo desde o começo do ano, após o país afrouxar as regras sobre o câmbio.
O principal motivo para ambos os casos está no passado. Isso porque o governo argentino liberou parcialmente o câmbio, em um sistema chamado crawling peg. Assim, as cotações ficam limitadas a um intervalo de oscilações, o que impede uma disparada brusca de preços.
Contudo, um segundo fator também pesa para que o dólar tenha um novo recorde: a volta das atividades exportadoras.
- AÇÃO DO MILEI? Esta ação brasileira pode disparar com possíveis decisões do presidente da Argentina. E este nem é o único gatilho. Clique aqui para conferir o nome da ação gratuitamente.
Argentina voltando aos trilhos
Em primeiro lugar, vale lembrar que a Argentina vive um problema de escassez de dólares devido a problemas de exportação. O país não conseguiu dar vazão aos seus produtos, fazendo a economia entrar em uma espiral de inflação e baixas reservas.
Leia Também
Para Federico Zirulnik, economista do Centro de Estudios Scalabrini Ortiz (CESO), em entrevista ao Ámbito, a liquidação de exportações é o fator que impulsiona o dólar contra o peso argentino hoje.
Isso porque, desde que a inflação começou a disparar no ano passado, os exportadores começaram a atrasar os pagamentos.
Agora, com a relativa melhora das condições dos negócios — consequentemente, das exportações e importações —, há uma maior liquidez geral no mercado, que tende a migrar para uma moeda segura como o dólar norte-americano.
Além disso, ele explica que o mercado deve começar a ver uma nova entrada de dólares assim que a nova safra de grãos começar a ser liquidada, o que tende a conter o rali. Porém, ela não deve ser suficiente para cobrir a recente valorização da moeda norte-americana.
Enquanto isso, Javier Milei…
Ao mesmo tempo em que o mercado aumentou o apetite por dólares, Javier Milei, o presidente do país, virou capa de revista. Literalmente.
A mais recente edição da tradicional norte-americana Time traz na capa Milei com o título de “O Radical”.
O texto foi baseado em uma entrevista concedida pelo presidente ao veículo em 25 de abril e define o presidente como "o chefe de Estado mais excêntrico do mundo".
Segundo o jornal Clarín, outras personalidades argentinas que já foram capas da Time incluem o papa Francisco, o ex-presidente Carlos Menem — em quem Milei se inspira para compor sua política econômica —, a popular ex-primeira dama, “Evita” Perón, o jogador Lionel Messi e o revolucionário Ernesto "Che" Guevara.
VEJA TAMBÉM - ATÉ QUANDO O TRATAMENTO DE CHOQUE DE MILEI NA ECONOMIA DA ARGENTINA VAI DAR CERTO?
Comprar a Berkshire Hathaway foi o maior erro de Warren Buffett; entenda o motivo
Mesmo após transformar a empresa em um conglomerado trilionário, o investidor diz que a compra inicial foi um erro estratégico
O bilionário que tem mais de 100 filhos em 12 países diferentes — e que promete dividir sua herança com todos eles
Fundador do Telegram, Pavel Durov afirma ser pai de mais de 100 crianças em ao menos 12 países e diz que qualquer filho que comprove vínculo genético terá direito à herança
Bolsas de NY fecham em alta na véspera de Natal; S&P 500 e Dow Jones renovam recordes
Um dos destaques foi a Nike, que avançou quase 5% depois que o CEO da Apple, Tim Cook, comprou 50 mil ações da fabricante de calçados
Após taxa de US$ 100 mil, EUA mudam regras para obtenção de visto H-1B; entenda como vai funcionar
A medida reforça uma política de resistência progressiva da Casa Branca à imigração, e coloca no centro do controle do governo os trabalhadores especializados
Ouro em US$ 6 mil é possível: saiba até aonde o metal precioso pode chegar com os novos recordes e o que fazer agora
O ouro voltou a renovar máximas nesta terça-feira (23), pelo segundo dia consecutivo, e foi seguido de perto pela prata, que superou os US$ 70 por onça
‘Gripe K’: O que sabemos sobre nova variante do vírus H3N2 que acaba de chegar ao Brasil
Nova variante mostrou-se predominante na ‘temporada de gripe’ do hemisfério norte, e chegou ao Brasil com 4 casos confirmados recentemente; entenda
Fusão bilionária faz fortuna de Trump crescer US$ 400 milhões em um único dia
Alta de mais de 36% nas ações da Trump Media após anúncio de fusão bilionária impulsionou o patrimônio estimado de Donald Trump
Como vão ser as regras de trânsito para os carros voadores da China — e que podem virar modelo para o Brasil e para o mundo
País lançou um sistema unificado para controlar voos de baixa altitude de carros voadores e eVTOL, criando um “código de trânsito do céu” antes da popularização da tecnologia
De trenó, de skate e até de helicóptero: como o Papai Noel se vira pelo mundo para entregar os presentes
Sem neve, sem renas e sem chaminés: os trajetos improváveis do Papai Noel ao redor do planeta
Ganhar dinheiro com juros nos EUA, na Europa e até no México: as novas opções da B3 para quem quer investir de olho no exterior
A controladora da bolsa brasileira lançou três opções com base em decisões de política monetária do Fed, do BCE e do Banxico; entenda como funcionam
Pré-indicados ao Oscar 2026: Brasil aparece em quatro categorias; confira os filmes da shortlist
Produções brasileiras aparecem em diferentes frentes na disputa pelo Oscar 2026; anúncio oficial dos indicados será apenas em janeiro
Final do Intercontinental 2025: veja horário e onde assistir a Flamengo x PSG
Flamengo x PSG disputam a final da Copa Intercontinental 2025 no Catar, em duelo que vale título mundial e premiação milionária
Não uma, mas várias bolhas da IA: Deutsche Bank aponta os exageros e o que realmente pode dar errado a partir de agora
Além das bandeiras vermelhas e verdes ligadas às ações de empresas de inteligência artificial, o banco alemão também acende o sinal amarelo sobre o setor
O dólar vai subir na Argentina? Banco Central anuncia mudança de regime cambial e programa de compra de reservas
A escassez contribuiu para uma corrida contra o peso em outubro, com investidores temendo que a Argentina ficasse sem dólares para sustentar as bandas cambiais
Saída de Warren Buffett e dança das cadeiras representam o fim da Berkshire Hathaway como a conhecemos?
Movimentações no alto escalão da empresa de investimentos do Oráculo de Omaha indicam que a companhia está deixando para trás sua cultura descentralizada e migrando para uma estrutura mais tradicional
Vem aí acordo de paz entre Rússia e Ucrânia? Zelensky abre mão de ingressar na Otan com início das negociações em Berlim
O presidente ucraniano disse que, em conjunto com os europeus e os EUA, está analisando um plano de 20 pontos e que, ao final disso, há um cessar-fogo
Na corrida da IA, Kinea diz que só uma big tech é realmente magnífica e não é a Nvidia — ganho no ano beira 50%
Se a big tech que mais brilhou em 2025 até aqui teve um ganho acumulado de quase 50%, na contramão, a que foi ofuscada perdeu quase 7%
CEO da Nvidia é eleito ‘Pessoa do Ano’ pelo Financial Times e diz se vai ter bolha da IA
A fabricante de chips se tornou a primeira empresa pública do mundo a atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado; seus papéis acumulam valorização de 36% no ano em Nova York
EUA tomam petroleiro na costa da Venezuela — o que pode acontecer com os preços de petróleo?
As cotações operam em queda nesta quinta-feira (11), com os investidores concentrados nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia; entenda o que mexe com o mercado agora
Os juros caíram nos EUA: as janelas de oportunidade que se abrem para o investidor brasileiro
Entenda por que a decisão do Fed desta quarta-feira (10) — que colocou a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano — importa, e como montar uma carteira de olho nos juros norte-americanos
