O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Estudo feito pela consultoria Bain & Company aponta que a indústria de bens de consumo de alto padrão terá uma redução de 2%
A instabilidade da economia chinesa conseguiu afetar até as empresas do topo do topo da pirâmide social. Com exceção do período da pandemia de Covid-19, esta é a primeira vez que o mercado de luxo está encolhendo desde a crise global de 2008. E a culpa é, parcialmente, da desaceleração do consumo na China.
Esta foi a conclusão do estudo anual sobre a indústria de luxo, feito pela consultoria Bain & Company. Pelas estimativas, o mercado de bens de alto valor agregado terá uma redução de 2% em 2024, passando a valer € 363 bilhões (R$ 2,2 trilhões).
Já o gasto total com produtos pessoais de alto padrão deve somar € 1,5 trilhão ( R$ 9,1 trilhões) no ano, permanecendo estável em relação a 2023.
“Estimamos que apenas cerca de um terço das marcas de luxo sairá de 2024 com um crescimento positivo. Muitas marcas estão destinadas a sofrer com uma queda de receita”, concluíram as autoras Claudia D'Arpizio e Federica Levato. Diante disso, as companhias devem ser ainda mais pressionadas para entregarem lucratividade em 2025.
Veja no gráfico abaixo o crescimento do setor, segundo os dados levantados pela consultoria. Entre 2019 e 2020, a indústria viu uma queda, mas, desde então, estava se recuperando lentamente – até este ano.

A descoberta do “efeito chinês” não é exatamente uma novidade para quem já vinha acompanhando nomes como LVMH, Dior, Kering (proprietária da Gucci), Hermès e Richemont, dona da Cartier. Em outubro, o Seu Dinheiro fez uma matéria sobre o assunto.
Leia Também
Além da crise na China, o relatório aponta que a incerteza econômica global motivou a demanda mais baixa.
Entre outros fatores, o aumento nos custos e a menor relação de fidelidade com as marcas também afastou os consumidores do mercado neste ano. Esse comportamento respingou diretamente nos lucros das companhias.
Nesse contexto, as próprias empresas têm que fazer uma espécie de mea culpa, na visão de D’Arpizio, uma das pesquisadoras: “50 milhões de consumidores optaram por sair do setor de bens de luxo ou foram forçados a sair nos últimos dois anos. Isso é um sinal para as marcas de que é hora de reajustar suas propostas de valor.”
Conquistar a geração Z é um dos desafios latentes da indústria que, na visão da autora, deve expandir os tópicos de conversa e trazer propostas mais criativas; ao mesmo tempo em que tem que manter os principais clientes em primeiro plano, “surpreendendo e encantando-os.”
Apesar do cenário desafiador, alguns segmentos dentro do mercado de luxo conseguiram sustentar ganhos modestos no ano.
As viagens de luxo, focadas em experiências, eventos sociais (shows e competições esportivas de grande porte, por exemplo) e wellness, conseguiram manter a relevância para o público de alta renda.
Além disso, o relatório também mostra um crescimento em gastos com automóveis e alta gastronomia, com destaque para vinhos.
Itens pessoais de pequeno porte, como óculos e maquiagem, viram os maiores ganhos do ano, uma vez que os consumidores se permitiram “pequenos mimos” ao invés de fazerem compras grandes.
De forma geral, ao redor do mundo, o segmento mais resiliente foi o de joalheria, enquanto o de sapatos e relógios foi o que mais enfrentou turbulências.
O estudo da Bain & Company reporta força e solidez nos mercados do Japão e do sul da Europa. Nos Estados Unidos, o cenário está um pouco mais favorável, enquanto a Coréia do Sul ainda enfrenta desafios. A China, como já era previsto, viu uma rápida desaceleração.
No longo prazo, as pesquisadoras enxergam um crescimento sólido para os bens de alto padrão, devido ao aumento já esperado na riqueza global e na base de consumidores desse tipo de produto.
No entanto, as marcas ainda têm um “dever de casa” a ser feito e devem abraçar os pilares fundamentais da indústria.
Na definição das autoras, estão incluídos nesses valores as “conexões e experiências significativas, personalizadas e culturalmente relevantes com os clientes” e a “execução impecável habilitada por tecnologia.”
* Com informações da CNBC.
Astrolábio era parte de coleção real de marajás, título dado à realeza indiana, mas instrumento foi vendido e agora vai a leilão na Europa
A Meta queria a Manus, a startup de IA que atingiu US$ 100 milhões em receita em apenas oito meses e se tornou o novo pivô da guerra tecnológica entre EUA e Pequim
O Brasil é a preferência disparada entre os investidores nos EUA quando o assunto é América Latina, mas um queridinho por aqui não está mais no coração dos norte-americanos
Em entrevista à Fox News, presidente dos EUA diz que prefere negociar à distância, vê fim próximo da guerra no Oriente Médio e reclama de aliados
Presidente e primeira-dama foram evacuados após invasor armado abrir fogo; autoridades apontam possível ação de “lobo solitário”
Os Estados Unidos liberaram a isenção de sanções para as vendas de petróleo e derivados russos em março
A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%
UBS WM revisou o alvo para o índice MSCI Emerging Markets para 1.680 pontos até dezembro de 2026, representando um potencial de dois dígitos, ancorado em uma previsão de crescimento de lucros de 33% para as empresas desses países
Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento
O líder chileno participou do Latam Focus 2026, evento organizado pelo BTG Pactual, que reuniu a nata do mundo político e empresarial em Santiago, e mandou um recado para os investidores
Finlândia, o país “mais feliz do mundo”, abre oportunidade para profissionais brasileiros que querem ganhar em euro.
A companhia aérea vai passar a tesoura em rotas de curta distância programadas até outubro, uma tentativa de economizar combustível diante da ameaça de escassez e da volatilidade dos preços causada pelo conflito no Oriente Médio
Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento
Após o Irã reverter a abertura da passagem marítima, presidente norte-americano minimiza a medida como tática de pressão
Teerã alega “pirataria” dos EUA para encerrar breve abertura da via estratégica; Donald Trump afirma que cerco naval só terminará com conclusão total de acordo.
Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)
Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda
Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada