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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PAPEL ESTÁ BARATO?

Vamos (VAMO3) coloca o “pé na estrada” e dispara 12% na B3 após balanço. É hora comprar as ações?

O lucro líquido consolidado da Vamos subiu 8,2% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 183 milhões

Camille Lima
Camille Lima
7 de maio de 2024
15:51 - atualizado às 19:42
Caminhões do Grupo Vamos (VAMO3) dispostos em um estacionamento
Imagem: Grupo Vamos

A Vamos (VAMO3) colocou o “pé na estrada” da B3 nesta terça-feira (7). As ações da empresa de aluguel de máquinas e caminhões dispararam no pregão, impulsionadas pelo otimismo dos investidores com o balanço do primeiro trimestre de 2024.

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Na avaliação do BTG Pactual, a empresa do grupo Simpar registrou resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre, reflexo do desempenho do segmento de locação e melhores margens das concessionárias. 

Para o banco, após um ano difícil, a ação da Vamos (VAMO3) está barata e é hora de colocar na carteira. Os analistas fixaram o preço-alvo de R$ 20 para os próximos 12 meses — um potencial de valorização de 174% em relação ao último fechamento.

Os papéis subiram 12,91% na bolsa brasileira, negociados a R$ 8,22. No ano, as ações acumulam desvalorização de 18,4%. A empresa vale hoje pouco mais de R$ 9 bilhões na B3.

Os destaques do balanço da Vamos (VAMO3)

O lucro líquido consolidado da Vamos (VAMO3) subiu 8,2% no primeiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 183 milhões.

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Já a receita líquida consolidada teve leve aumento de 2,6% na base anual, encerrando os três primeiros meses do ano em R$ 1,726 bilhão.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador usado pelo mercado para mensurar a geração de caixa, subiu 24,4% frente ao primeiro trimestre do ano passado, a R$ 819,8 milhões.

Enquanto isso, a alavancagem, mensurada pela relação dívida líquida sobre Ebitda, subiu para 3,44 vezes.

Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o capital investido (ROIC) dos últimos 12 meses chegou a 16,8% no primeiro trimestre de 2024. Já o ROIC spread — diferença entre o retorno sobre o capital investido e o custo da dívida — ficou em 8,1 pontos percentuais, ajudado pelo segmento de locação.

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Leia também: 

Brilho da locação

Na visão do BTG Pactual, o segmento de aluguel de caminhões, máquinas e equipamentos da Vamos (VAMO3) teve um bom desempenho no primeiro trimestre, enquanto o negócio de concessionária mostrou uma melhora mais gradativa.

A divisão de aluguéis registrou recorde nos volumes de ativos implantados e de demanda de ativos para novos contratos realizados. 

A receita líquida de locação avançou 21,6% no comparativo ano a ano, para R$ 979,3 milhões no 1T24, impulsionada pela expansão da frota e melhores rendimentos anuais.

Do lado das receitas futuras de locação, o backlog implantado da Vamos (VAMO3) atingiu R$ 14 bilhões.

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Já no segmento de venda de ativos seminovos, a receita líquida subiu 50% em relação ao mesmo período do ano anterior, a R$ 670,8 milhões no 1T24.

Para o BTG Pactual, a melhora da divisão é resultado de melhores vendas de caminhões e equipamentos pesados e uma recuperação gradual do agronegócio — que teve uma participação de 28% na receita líquida total da Vamos.

“Os resultados do primeiro trimestre já refletiram um melhor impulso”, afirmaram os analistas. “Esperamos que esta tendência persista ao longo do ano fiscal de 2024.”

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