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O valuation da fabricante brasileira de aeronaves é uma preocupação para os investidores atualmente; o banco fez uma comparação com a Airbus e diz qual delas vale a pena
Quem olha para o desempenho da Embraer em 2024, pode estar pensando se EMBR3 vai decolar ou arremeter — afinal, as ações da fabricante de aeronaves acumulam ganho de cerca de 150% no ano e fica difícil imaginar que ainda podem mais daqui para frente.
Só que, de acordo com o Itaú BBA, o céu realmente é o limite para a companhia. O banco reconhece que uma das principais preocupações dos investidores com a Embraer continua sendo o valuation, mas considera que ainda há espaço para expansão, reforçando o otimismo em relação à empresa.
"Apesar da alta de 150% no acumulado do ano, as ações da Embraer continuam sendo negociadas abaixo dos papéis da Airbus, o que nem sempre foi o caso", destaca.
Nesta sexta-feira (13), as ações da Embraer oscilam entre perdas e ganhos. No início da tarde, os papéis operavam estáveis, cotados a R$ 55,24. Em dezembro, o ativos acumulam perda de 5%, mas registram ganho de 147% em 2024.
Nos cálculos do BBA, a Embraer historicamente é negociada com um desconto médio de 10% com relação à Airbus, excluindo a distorção durante a pandemia e considerando o múltiplo valor da empresa (EV)/Ebitda.
Atualmente, no entanto, o desconto está em 15%, com a fabricante brasileira sendo negociada a 10 vezes EV/Ebitda e a Airbus a 12 vezes.
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"Sem dúvida isso deixa espaço para uma expansão à medida que a lacuna de retorno sobre capital investido (ROIC) entre as empresas diminui", diz o banco.
Diante dos números da Embraer, o Itaú BBA entende as preocupações gerais sobre o valuation da companhia perdem força.
O banco está otimista com relação à capacidade de a Embraer de entregar resultados positivos juntamente com a geração de fluxo de caixa.
Por isso, o BBA manteve a recomendação de compra para os ADRs da Embraer. O preço-alvo estipulado é de US$ 43 — o que representa um potencial valorização de 12,8% em relação ao último fechamento.
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