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O setor de logística subiu muito no ano passado; saiba se é possível ganhar ainda mais com as ações das empresas do segmento
Um dos assuntos mais falados nos últimos tempos é a mudança climática — e ela pode não só afetar o dia a dia das pessoas como também a carteira de ações de quem quer investir. Um dos setores expostos às alterações no meio ambiente é o de logística e o Citi diz o que esperar para o segmento em 2024.
Segundo o banco norte-americano, as empresas de logística deverão continuar a apresentar resultados sólidos, apoiadas pelos estrangulamentos de 2023.
No entanto, esta tendência contrasta com a deterioração das expectativas em torno das colheitas deste ano.
“Se as interrupções nas colheitas se materializarem, a procura por transporte provavelmente diminuirá e a conta de logística deverá vencer quando as empresas começarem a negociar contratos para 2025”, diz o Citi em relatório.
No entanto, nem tudo é ruim para o setor de logística em 2024. Do lado positivo, o Citi diz que as perspectivas climáticas podem trazer notícias melhores para a agricultura.
Se isso acontecer, quem tem mais espaço é a Rumo (RAIL3). O banco norte-americano tem recomendação de compra para os papéis da empresa, com preço-alvo de R$ 27,50 — o que representa um potencial de valorização de 18% em relação ao último fechamento.
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“O clima pode ser um gatilho mais para a Rumo do que para a Hidrovias”, diz o Citi em relatório.
O banco tem recomendação de neutro/risco alto para Hidrovias (HBSA3), com preço-alvo de R$ 4,40, o que representa um potencial de valorização de 15,8% em relação ao último fechamento.
Depois de uma alta nas ações de logística em 2023, os riscos de quebra de safra afastaram recentemente os investidores.
“As avaliações cautelosas podem continuar a dividir as opiniões dos investidores, mas a melhoria das previsões climáticas e das expectativas agrícolas pode ser um atrativo”, diz o Citi em relatório.
Segundo o banco, enquanto as incertezas hidrológicas podem continuar a impactar as ações da Hidrovia, a Rumo pode ter um desempenho superior este ano.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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