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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

PRÓXIMA ESTAÇÃO: ENERGIA VERDE

Trens movidos a vento? CCR e Neoenergia fecham acordo para usar energia eólica em linhas do Metrô e da CPTM em São Paulo

Grupo CCR adquire participação minoritária em parque eólico no Piauí, para otimizar custos e atender demanda elétrica do transporte público paulistano

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
11 de novembro de 2024
11:39 - atualizado às 11:33
SÓ USO EDITORIAL energia elétrica eólica ccr neoenergia metrô cptm são paulo
Imagem: iStock.com/Alfribeiro/Canva | Montagem: Maria Eduarda Nogueira

Próxima estação: energia verde. Parte dos metrôs e trens da cidade de São Paulo serão alimentados por energia eólica. O uso da matriz energética faz parte de um acordo firmado entre a concessionária de transporte CCR (CCRO3) e a holding do setor elétrico Neoenergia (NEOE3).

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Explicando em mais detalhes: o Grupo CCR adquiriu participações minoritárias no complexo eólico Oitis, no Piauí, que pertence à Neoenergia. O valor da transação foi de R$ 21,65 milhões.

A partir do ano que vem, parte da energia gerada pela força do vento nessas usinas será usada para atender às necessidades energéticas das linhas 8 e 9 da CPTM, além das linhas 4, 5 e 17 do metrô.

O contrato tem duração de 16 anos e é o primeiro na modalidade de “autoprodução” do Grupo CCR, que terá 60% da demanda de energia suprida com este novo acordo.

Além disso, é esperado que a companhia consiga diminuir os custos relacionados ao fornecimento energético, “através da gestão centralizada do insumo e de um novo modelo de contratação e fornecimento”, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários.

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Para a Neoenergia, o acordo traz o benefício de “estabilidade de receita de longo prazo com adequada rentabilidade”, comenta o diretor executivo Hugo Nunes. 

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O que o acordo significa para o setor de energia elétrica?

O investimento massivo da CCR em energia verde não é exatamente uma surpresa. A empresa anunciou que, até 2025, gostaria de ter todos os ativos abastecidos por fontes de energia renováveis.

Segundo a empresa, a parceria com a Neoenergia vai ajudar a cumprir este objetivo. “Além de promover o acesso à energia limpa, o negócio mitiga a exposição da CCR a riscos relacionados à oscilação de preços no mercado livre de energia”, disse a concessionária em nota.

A meta faz parte de uma série de medidas propostas no plano “Ambição 2035”, anunciado em maio deste ano.

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“Vemos os investimentos em fontes renováveis como um pilar fundamental em nossa estratégia de redução da pegada de carbono das nossas operações, liderando a agenda de sustentabilidade no setor de infraestrutura de mobilidade do Brasil”, comentou o vice-presidente da Sustentabilidade da CCR, Petro Sutter.

Vale lembrar que o complexo eólico de Oitis é composto por 12 parques que produzem até 566,5 MW. O total destinado ao transporte público paulistano será de 44MWm (mega-watts médios).

O acordo ainda depende da aprovação final dos reguladores para entrar em vigência.

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