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A joia da coroa da Nvidia está muito menos exposta: é o sistema plug and play da empresa, chamado CUDA, e é com ele que o setor quer competir
Em poucos momentos da história um oponente menor conseguiu vencer um adversário gigantesco. Davi contra Golias é o principal exemplo. Na vida real, as alianças são mais que necessárias — e uma série de empresas do ramo de tecnologia parecem ter se unido contra a Nvidia (BDR: NVDC34 / Nasdaq: NVDA).
A fabricante de chips e semicondutores ganhou os holofotes com o crescimento da demanda por Inteligência Artificial (IA). No período de 15 meses, a empresa acumulou mais de US$ 2 trilhões em valor de mercado, um crescimento bastante notório, mesmo para o setor de tecnologia.
Muito se fala das várias tecnologias, como os superchips anunciados na semana passada, ou as poderosas placas de vídeo. Mas a joia da coroa da Nvidia está muito menos exposta: é o sistema plug and play da empresa, chamado CUDA.
É ele que conecta as unidades de processamento gráfico (GPUs) aos softwares e aplicativos de IA, permitindo que o desenvolvedor execute praticamente qualquer atividade em qualquer plataforma.
E é nessa “ponte” que a concorrência pretende focar. Nomes de peso como Qualcomm, Google e Intel se uniram em um consórcio chamado UXL Foundation para "construir um conjunto de softwares e ferramentas que serão capazes de alimentar vários tipos de chips aceleradores de IA".
O programa é um projeto de código aberto construído inicialmente usando tecnologia Intel e busca ser um “tradutor universal” de softwares.
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Em outras palavras, a ideia é criar um aplicativo capaz de "fazer com que o código do computador seja executado em qualquer máquina, independentemente do chip e do hardware", de acordo com um relatório da Reuters.
Individualmente, as empresas têm investido para desenvolver aplicações de IA, além do design de chips específicos para suas próprias aplicações.
Porém, nessa corrida, a Nvidia ainda é praticamente aquela que está melhor posicionada e vem mantendo a liderança com bastante folga, na visão dos analistas.
Além disso, sem um software potente como o CUDA da Nvidia, os rivais não têm muitas alternativas a não ser aceitar a hegemonia da maior empresa do segmento — por enquanto.
A tecnologia do consórcio ainda está longe de ficar pronta. Isso porque ainda faltam detalhes técnicos e que não devem ser solucionados até o final do ano.
O principal rival da Nvidia, a Advanced Micro Devices (AMD), também possui seu próprio software concorrente, denominado ROCm, mas não possui a mesma abrangência e popularidade do CUDA.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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