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A Cosan também quitou R$ 2 bilhões do saldo remanescente do endividamento e liquidação dos derivativos atrelados às ações da Vale
Não faz muito tempo que a Vale (VALE3) foi colocada em uma panela de pressão com a tentativa do governo de indicar o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para comandar a mineradora. A interferência fracassou, o atual CEO, Eduardo Bartolomeo, deve permanecer no cargo até o final do ano, mas, mesmo assim, as ações da companhia amargam quase 15% de queda no ano — e o minério de ferro tem muito a ver com isso.
Por que, justo agora, a Cosan (CSAN3) resolveu se desfazer de parte de suas ações na Vale? Nesta sexta-feira (19), a Cosan informou que vendeu 33,5 milhões de papéis da companhia, o que, em termos percentuais não significa tanto (0,78% da participação no capital social votante), mas pode levantar dúvidas em muitos investidores sobre a tese da mineradora.
Quem explica o ajuste de posição é a própria Cosan: "a adequação da participação acionária na Vale visa a melhor alocação de capital e gestão de seu portfólio, garantindo liquidez e alavancagem em níveis adequados".
Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a Cosan vende uma fatia da mineradora. No fim do ano passado, a empresa se desfez de 0,22% de participação na mineradora — uma operação que permitiu à Cosan reduzir sua dívida em R$ 750 milhões na época.
Junto com o anúncio da venda das 33,5 milhões de ações, a Cosan informou que quitou aproximadamente R$ 2 bilhões do saldo remanescente do endividamento e liquidação dos derivativos atrelados às ações da Vale — ambos parte da estrutura de collar financing, pares de opção de compra e venda, contratada pela empresa.
Com a conclusão da operação relacionada à Vale, a Cosan passou a deter participação direta de 4,14% do capital social total votante da mineradora, enquanto a participação atrelada ao collar financing foi completamente liquidada.
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Além disso, a Cosan ainda mantém a opcionalidade oferecida pelo call spread de 1,68% do capital social votante da Vale.
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