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A viagem começa com compromissos em Madri, na Espanha, nesta segunda-feira (5), onde o governador tem reuniões com executivos de construtoras e de um banco
O governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP), vai passar a semana viajando pela Europa para mostrar a potenciais investidores a carteira de leilões de privatização e concessão previstos para os próximos anos. A jóia da coroa do Estado é, sem dúvidas, a Sabesp (SBSP3).
A empresa de águas de São Paulo teve sua privatização aprovada no final de 2023 pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
Na parte política, Tarcísio também conseguiu a aprovação de uma reforma administrativa que cortou quase cinco mil cargos comissionados.
Com isso, o governador quer deixar como marca de sua gestão trazer investimentos para o Estado sem aumentar a arrecadação de impostos.
A viagem começa com compromissos em Madri, na Espanha, nesta segunda-feira (5), onde o governador tem reuniões com executivos de construtoras e de um banco.
Na terça (6), Tarcísio estará em Milão, na Itália, se reunindo com executivos de empresas especializadas em escavação subterrânea e de uma empresa de grandes obras no setor de mobilidade.
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Isso porque o acordo entre ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a construção do túnel que promete ligar as cidades de Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo, trouxe a participação do governo federal para a obra estadual, estimada em aproximadamente R$ 6 bilhões.
O resto da semana será em Paris, na França, onde o governador tem a maior parte da agenda, com reuniões com executivos e diretores de pelo menos oito outros grupos empresariais, incluindo alemães.
A venda da Emae, empresa de águas e energia controlada pelo governo do Estado, deve sair no primeiro semestre deste ano, conforme informou Tarcísio ao Estadão na última sexta-feira (2).
Para este ano, estão programados 13 leilões, sendo o primeiro o do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, marcado para 29 de fevereiro.
O governo pretende realizar, ao todo, 44 leilões durante sua gestão, estimados em mais de R$ 220 bilhões em investimentos do setor privado.
No fim de 2023, a cidade de São Paulo sofreu com apagões sucessivos e muitas personalidades acusaram a privatização da Enel.
Recapitulando o histórico, a Enel hoje administra o que um dia foi a Eletropaulo, estatal paulista criada em 1981 para a distribuição de energia no Estado.
No final da década de 90, o então governador Mário Covas dividiu a Eletropaulo e privatizou parte das operações para a norte-americana AES, que virou AES Eletropaulo.
Em 2018, a italiana Enel comprou o restante das ações da estatal e tomou o controle da empresa.
Aqui no Seu Dinheiro nós já fizemos uma reportagem explicando três motivos para o investidor se preocupar com a privatização da Sabesp após o apagão da Enel — e um para ficar de olho no futuro. Você confere a matéria aqui.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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