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A rede de lanchonetes havia sido excluída do pedido de RJ de sua controladora, a Southrock, mas precisou solicitar o auxílio judicial após a interrupção das negociações com parte dos credores
Apesar de ter sido excluído do processo de recuperação judicial da Southrock, sua controladora, o Subway ainda vai precisar do socorro dos tribunais. A rede de lanchonetes enviou no início desta semana uma solicitação de RJ, alguns meses após a rescisão do contrato de licenciamento da marca.
O pedido foi feito à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e deve ser analisado pelo juiz Adler Batista Oliveira Nobre. De acordo com informações do Valor Econômico, o pedido foi apresentado pelo próprio grupo controlador e diz que a empresa acumula R$ 482 milhões em dívidas.
O jornal apurou que a Southrock promovia conversas com parte dos credores, mas foi forçado a pedir a RJ após o grupo exigir o pagamento imediato de valores devidos a eles.
"Tal repentina mudança de postura fez com que a proprietária da marca norte-americana Subway notificasse as requerentes a respeito da rescisão do denominado Forbearance Agreement [acordo de tolerância]'", diz o pedido ao qual o Valor obteve acesso.
O acordo em questão foi fechado após a RJ da própria Southrock, iniciada em dezembro do ano passado. Os termos permitiam que o grupo mantivesse a posição de fraqueadora master da Subway durante um período de transição para um novo controlador.
Considerando o novo cenário, e ainda segundo o jornal, os advogados pediram que os dois processos fiquem interligados, com a recuperação do Subway correndo como uma ação dependente da RJ principal.
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Vale destacar que o pedido de recuperação não deve afetar as operações do Subway no Brasil. É o que indica a Subway Corporation em nota enviada à imprensa.
"Desde outubro de 2023, o contrato de franquia master da Subway para o Brasil com umadas afiliadas da Southrock foi rescindido e a Subway retomou o controle de suas operações no país. Dessa forma, o pedido de RJ apresentado por algumas entidades do grupo Southrock afeta apenas tais entidades".
A companhia ressalta ainda que continua "totalmente comprometida" com o crescimento e sucesso "a longo prazo" dos franqueados no país.
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