Sob acusações de inadimplência com fornecedores e enfrentando restrições orçamentárias, a Telebras (TELB4) aprova aumento de capital no valor de R$ 112 milhões
Estatal vai emitir 7,2 milhões de ações para reforçar caixa ao preço unitário de R$ 15,54

A Telebras (TELB3; TELB4) aprovou um aumento de capital, durante Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada ontem (6), de R$ 112 milhões, por meio da emissão de 7,2 milhões de ações ordinárias, ao preço unitário de R$ 15,54.
De acordo com a Telebras, os acionistas, independente da espécie de ação possuída, terão direito de subscrever 8,3516786894% de participação em ações ordinárias da companhia, conforme posição acionária ao final do pregão do dia 10 de dezembro de 2024.
Este direito poderá ser exercido entre 16 de dezembro e 15 de janeiro de 2025. As ações negociadas a partir de 11 de dezembro de 2024 não farão jus ao direito de subscrição.
"Os acionistas que optarem por não exercer seu direito de preferência para subscrição das ações do aumento de capital poderão negociá-lo ou cedê-lo a terceiros, quer em bolsa ou em ambiente de negociação privado", afirmou a companhia em comunicado.
Esse é o segundo aumento de capital da Telebras em 2024. Em junho, o governo federal autorizou via decreto a injeção de recursos no capital social da estatal. Na época, o aumento foi feito pela incorporação da atualização pela Selic de recursos que somam R$ 367 milhões, já previstos em outro decreto, de 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro.
Telebras sem dinheiro?
A injeção de capital na estatal de telecomunicações acontece poucos dias após a companhia ter descartado que não tinha dinheiro para pagar suas despesas.
Leia Também
A declaração veio após uma reportagem do UOL publicada nesta semana, a qual o site cita e-mails de cobrança por parte da Eletronorte, enviados entre fevereiro e abril deste ano.
O valor seria acima de R$ 1,1 milhão. A empresa de energia protestou, o que levou a Telebras a ser incluída em órgãos de proteção ao crédito. Outros documentos ainda apontam a cobrança de fornecedores e pedem o fim de contratos por inadimplência.
Segundo o balanço financeiro do terceiro trimestre, publicado em novembro, a dívida da estatal com fornecedores alcançou R$ 200,7 milhões — valor mais alto desde 2020. A dívida soma inadimplência a outros pagamentos dentro do prazo de vencimento.
Entre os contratos firmados com prestadores estão serviços como levar internet a escolas públicas, postos de saúde e agências do INSS e do Ministério do Trabalho.
Em resposta à reportagem, a Telebras afirmou que não tem problemas financeiros, mas sofre com restrições orçamentárias por ser dependente da União. Para resolver a questão, a estatal está em negociações com o governo federal para viabilizar recursos.
A Telebras acrescentou que mantém um “robusto” caixa superior a R$ 300 milhões.
MINORITY REPORT?
Do PABX aos drones com reconhecimento facial: como a Intelbras (INTB3) se reinventou e hoje usa a IA para ir além das câmeras de segurança
25 de agosto de 2026 - 6:07PENNY STOCK
Ações abaixo de R$ 1,00: Viveo (VVEO3) é cobrada pela B3 e traça plano para regularizar papéis
24 de agosto de 2026 - 20:00TENTATIVA DE FÔLEGO
Agora é pra valer: Braskem (BRKM5) entra com pedido de recuperação extrajudicial com mais de R$ 50 bilhões em dívidas
24 de agosto de 2026 - 18:34ALERTA MACROECONÔMICO
“O juro é o sintoma, não a causa”: o que os CEOs dos maiores bancos do Brasil esperam da economia após a eleição
24 de agosto de 2026 - 14:20A HISTÓRIA DA CRISE
De gigante petroquímica a uma dívida de US$ 11 bilhões: como a Braskem (BRKM5) chegou às portas da recuperação extrajudicial
24 de agosto de 2026 - 14:04TROCA DE CADEIRAS
Fundador do PagBank (PAGS34), Luiz Frias dá adeus ao conselho da dona da ‘moderninha’; o que muda para a empresa?
24 de agosto de 2026 - 12:07MAIS PRAZO PARA NEGOCIAR
Braskem (BRKM5) avança para pedir recuperação extrajudicial com mais de US$ 10 bilhões em dívida, diz jornal
24 de agosto de 2026 - 8:49DEFESA
Nova aposta dos irmãos Batista: Joesley e Wesley compram Avibras, maior indústria bélica do país e que está em profunda crise
22 de agosto de 2026 - 9:24BOM NEGÓCIO
A venda de fatia da Rumo (RAIL3) resolve os problemas da Cosan (CSAN3)? Veja o que diz o Citi
21 de agosto de 2026 - 16:12O TETO AINDA ESTÁ LONGE
Nubank ainda tem muito chão para crescer no Brasil; “pote de ouro” está justamente onde os bancões querem brigar
21 de agosto de 2026 - 13:31SONHO VIRANDO REALIDADE, MAS A QUE CUSTO?
Shein a preço de liquidação? Gigante chega ao IPO valendo um quarto do que no auge — mas há motivos para o desconto
21 de agosto de 2026 - 12:40EM BUSCA DE PETRÓLEO
Depois da Margem Equatorial, Petrobras (PETR4) agora quer atravessar o oceano para extrair petróleo em Gana
21 de agosto de 2026 - 11:15MAIS UMA REESTRUTURAÇÃO?
Aeris (AERI3) pede 60 dias de ‘blindagem’ contra credores enquanto tenta colocar dívida de R$ 1,94 bilhão em ordem
21 de agosto de 2026 - 10:41TROCA DE MÃOS
SPX e DSK Capital zeram aposta no Grupo Toky (TOKY3), mas ainda tem investidor interessado na dona da Mobly e Tok&Stok
21 de agosto de 2026 - 10:32CONARH 2026
Uma ‘cara diferente’ do BTG Pactual: como o banco se ‘reapresentou’ para clientes em sua participação no ConaRH, em São Paulo
21 de agosto de 2026 - 10:00VACAS LEITEIRAS
BB Seguridade (BBSE3) ou Caixa Seguridade (CXSE3): qual é a melhor ação para quem busca renda passiva com dividendos?
21 de agosto de 2026 - 6:11DETERIORAÇÃO DO CRÉDITO
Nem o Desenrola salva os bancões? Inadimplência ainda deve piorar no 3T26, mostra pesquisa do BC
20 de agosto de 2026 - 19:35APOSTA BILIONÁRIA
Prime Video prepara cheque de US$ 2 bilhões para disputar o mercado de streaming na América Latina; Brasil ganha peso na estratégia da Amazon
20 de agosto de 2026 - 18:24RISCO X OPORTUNIDADE
Gerdau (GGBR4) cai pelo segundo dia — alarme falso no mercado ou risco real para o investidor?
20 de agosto de 2026 - 13:30Marketing Digital