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Desempenho positivo dos papéis vem na esteira do investimento milionário em novos campos de petróleo
Fruto da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta, a Brava Energia (BRAV3) tem experimentado dias difíceis na bolsa brasileira desde a estreia das ações na B3.
Nesta terça-feira (26), no entanto, os papéis BRAV3 saltaram 10,59% por volta das 14h56 cotados em R$ 21,10, e lideram a lista de maiores altas do Ibovespa hoje. Desde o início das negociações na B3, no dia 9 de setembro, a ação BRAVA3 acumula queda de 16,57%.
O desempenho positivo das ações vem na esteira do investimento milionário em novos campos de petróleo, anunciado pela companhia nesta segunda-feira (25).
Segundo o comunicado divulgado pela Brava Energia, a empresa assinou contratos para dar início às atividades de exploração e desenvolvimento nos campos de Atlanta e Papa-Terra, com a possibilidade de expandir a operação para o campo de Malombe. A decisão final de investimento na região está prevista para o segundo trimestre de 2025.
No total, a companhia prevê investir US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão) nos quatro primeiros poços, sendo que Atlanta e Papa-Terra receberão US$ 147 milhões (R$ 853 milhões)
Já o cronograma de desembolso prevê pagamentos de aproximadamente 9% do valor total no primeiro semestre de 2025, 12% no segundo semestre, 72% em 2026 e 7% em 2027.
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De acordo com a companhia, o início da exploração dos poços está previsto para o quarto trimestre de 2025, com as primeiras conexões de poços esperadas para 2026.
Na visão dos analistas do Itaú BBA, o valor do contrato a ser pago pela Brava está alinhado às expectativas recentes da empresa de manter bons indicadores de investimento (capex) para a campanha de perfuração, de aproximadamente US$ 50 milhões por poço.
Dessa forma, com a perfuração de forma integrada, explorando vários poços em diferentes campos ao mesmo tempo, a empresa consegue reduzir custos e aumentar a eficiência.
Entre os fatores que podem impulsionar as ações BRAV3 até o final do ano, os analistas destacam a aprovação para a produção inicial de petróleo em Atlanta (esperada para o final de novembro) e a retomada das operações no campo Papa-Terra (prevista para dezembro).
Vale lembrar que a petroleira registra desde julho deste ano diversas interrupções na produção em Papa Terra, um dos principais pólos onshore da petroleira e avaliado pelos analistas do mercado como um dos importantes catalisadores da companhia no futuro.
Atualmente, o Itaú BBA mantém classificação outperform para as ações da Brava Energia, equivalente a compra. O preço-alvo para 2025 é de R$ 47, o que indica um potencial de valorização de 147% sobre o fechamento anterior da ação.
Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio
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