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No pré-sal, a companhia também registrou uma queda na extração entre julho e setembro em base anual
O que todo investidor da Petrobras (PETR4) quer saber quando chega nesse período do ano é se a estatal vai distribuir dividendos extraordinários. A resposta para isso só virá no dia 7 de novembro, quando a petroleira apresenta os resultados financeiros do terceiro trimestre. Nesta segunda-feira (28), no entanto, a companhia deu pistas do que está por vir.
Em meio às discussões sobre a exploração da Margem Equatorial, área no litoral norte do Brasil apontada como o novo pré-sal, a Petrobras divulgou os dados operacionais de julho a setembro.
Nesse período, a petroleira produziu 2,689 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) — queda de 6,5% em termos anuais. Na comparação com o trimestre anterior, a baixa foi de 0,4%.
A Petrobras destaca o atingimento do topo de produção do FPSO Sepetiba, no campo de Mero, com a entrada em operação de três novos poços produtores, e a entrada de novos poços em projetos nos campos de Búzios e Tupi.
"Em outubro, destacamos a entrada em operação de um novo sistema de produção, que irá contribuir para a produção do quarto trimestre de 2024", explica a Petrobras no relatório.
O ativo Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, completou a marca inédita de 3 bilhões de boe de produção acumulada. Esta é a primeira área em produção do Brasil a atingir este marco, que acontece 15 anos após o início da sua entrada em operação", diz a Petrobras.
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Já a produção comercial de óleo e gás foi de 2,337 milhões de boe/d no terceiro trimestre, queda de 7,9% em base anual e de -0,8% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
A produção de petróleo da Petrobras foi de 2,129 milhões de barris por dia (bpd) entre julho e setembro, 8,2% menor do que no terceiro trimestre de 2023. Já em relação ao segundo trimestre de 2024, a queda foi de 1,3%.
A produção de gás natural totalizou 525 mil boe/d, estável na comparação com um ano antes e alta de 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
No pré-sal, foram extraídos 1,822 milhão de bpd no terceiro trimestre, queda de 2,7% ante o terceiro trimestre de 2023 e alta de 0,4% na comparação com o segundo trimestre de 2024.
O volume total de vendas de derivados da Petrobras no mercado interno caiu 2,7% entre julho e setembro ante o mesmo período de 2023, para 1,771 milhão de bpd. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, houve alta de 4,2%.
Na gasolina, as vendas caíram 4,8% em base trimestral e, na margem, subiu 1,0%, para 396 mil bpd. No diesel, houve queda de 5,1% em um ano e alta de 6,0% na comparação com os três meses anteriores, para 760 mil bpd.
A Petrobras explica que a venda de gasolina subiu na comparação trimestral devido, principalmente, ao aumento da competitividade em relação ao etanol hidratado no abastecimento de veículos flex.
No caso do diesel, houve aumento também em base trimestral devido ao avanço do consumo entre julho e setembro, com o plantio da Safra de Grãos de Verão e com a expansão da atividade industrial.
Ainda sobre as vendas de diesel, a Petrobras destaca que no terceiro trimestre teve três meses consecutivos de avanços nas vendas de produto com conteúdo renovável, atingindo 3,7 milhões de bpd em setembro, o dobro do recorde anterior, ocorrido em abril de 2024.
Já a produção total de derivados da estatal caiu 0,6% na mesma base de comparação, para 1,818 milhão de bpd entre julho e setembro. Na comparação trimestral, houve alta de 4,2%.
A produção de gasolina no terceiro trimestre, de 438 milhões de bpd, representa um recorde trimestral, de acordo com a Petrobras. Em relação ao mesmo período de 2023, houve crescimento de 3,3%.
As exportações da Petrobras caíram 2,3% entre julho e setembro, para 804 mil bpd — desse total, 598 mil bpd foram de petróleo. As importações subiram 5,4% no período em base anual, para 310 mil bpd.
As vendas de petróleo para os EUA recuaram no terceiro trimestre de 2024, passando de 7% para 6% na comparação ano a ano.
As vendas para a China representaram 41% do total, 40% no terceiro trimestre de 2023. No segundo trimestre, as vendas para a China chegaram a 50%.
A Europa ficou com 32% das exportações da Petrobras no período, mantendo o nível registrado no mesmo período do ano anterior.
"No terceiro trimestre de 2024, houve uma leve redução da exportação de petróleo destinada à China, com o volume redirecionado principalmente para outros destinos na Ásia como Coreia e Índia. A Europa permaneceu como o segundo maior mercado com cerca de um terço das exportações no período", diz a Petrobras em relatório.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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