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A produção de petróleo da companhia aumentou na comparação ano a ano, mas caiu em base trimestral, totalizando 2,156 milhões de barris por dia (bpd) entre abril e junho
As ações da Petrobras (PETR4) apanharam nesta segunda-feira (29), pressionadas pelo combo preço baixo do petróleo e incerteza sobre os dividendos — uma dúvida que só será sanada daqui uma semana, quando a estatal apresenta os resultados financeiros do segundo trimestre.
Uma espécie de prévia do balanço, os dados operacionais apresentados hoje pela companhia mostraram que a petroleira produziu 2,699 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no período — alta de 2,4% em termos anuais, mas uma queda de 2,8% na comparação trimestral.
A Petrobras explica a variação anual positiva com o ramp-up dos FPSOs Almirante Barroso, P-71, Anna Nery, Anita Garibaldi e Sepetiba, além da entrada em produção de 12 novos poços de projetos complementares, sendo 8 na Bacia de Campos e 4 na Bacia de Santos.
Já a queda em base trimestral é explicada pelo maior volume de perdas por paradas para manutenções, dentro do previsto no Plano Estratégico 2024-2028+, e ao declínio natural de campos maduros — fatores parcialmente compensados pela entrada de novos poços de projetos complementares nas Bacias de Campos e Santos e pelo avanço do ramp-up do FPSO Sepetiba, no campo de Mero.
Já a produção comercial de óleo e gás foi de 2,356 milhões de boe/d entre abril e junho, aumento de 1,9% ante abril e junho de 2023, e queda de 3% contra a média dos três meses imediatamente anteriores.
A produção de petróleo da Petrobras foi de 2,156 milhões de barris por dia (bpd) no segundo trimestre de 2024, 2,6% maior do que no segundo trimestre de 2023. Já em relação ao primeiro trimestre de 2024, houve queda de 3,6%.
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A produção de gás natural totalizou 508 milhão de bpd de abril a junho, alta de 1,4% ante o segundo trimestre de 2023 e praticamente estável (+0,2%) com relação ao primeiro trimestre de 2024.
No pré-sal, foram extraídos, em média, 1,815 mil boe/d, o que representa um aumento de 6,3% na comparação com um ano antes, e perda de 2,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O volume total de vendas de derivados da Petrobras no mercado interno caiu 1,3% no segundo trimestre de 2024 ante o segundo trimestre de 2023, para 1,70 milhões de bpd. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, houve alta de 3,2%.
A produção de derivados, por sua vez, caiu 3,5% em base anual e -0,5% em termos trimestrais, para 1,744 milhões de bpd.
"A produção de derivados no 2T24 teve leve redução de 0,5% em relação ao 1T24, com incremento de produção dos derivados de maior valor agregado (diesel e gasolina) em relação aos produtos de menor valor agregado (GLP, nafta e óleo combustível)", explica a Petrobras.
Na gasolina, as vendas caíram 9,7% em base anual, mas subiram 1,6% na comparação ano a ano, para 392 mil bpd. No diesel, houve queda de 0,6% em um ano e alta de 3,8% na comparação com os três meses anteriores, para 717 mil bpd.
"As vendas de gasolina no 2T24 registraram crescimento de 1,6% em relação ao 1T24 devido, principalmente, ao aumento de competitividade da gasolina em relação ao etanol hidratado no abastecimento dos veículos flex", diz a Petrobras.
As exportações da Petrobras subiram 35,9% entre abril e junho, para 851 mil bpd — desse total, 651 mil bpd foram de petróleo. As importações caíram 15,1% no período em base anual, para 304 mil bpd.
As vendas de petróleo para os EUA recuaram em termos anuais no segundo trimestre de 2024, passando de 14% para 5% na comparação ano a ano.
As vendas para a China e para a Europa representaram 80% do total, com a China saltando de 28% para 50% ano a ano e a Europa, de 20% para 30%.
Para 2026, a expectativa é de 15 novas unidades Riachuelo, em postos que já estão praticamente fechados, disse Miguel Cafruni, diretor financeiro, em entrevista ao Seu Dinheiro.
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