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Em entrevista à Band News, a presidente da gigante do petróleo também defendeu outra vez a exploração na Margem Equatorial brasileira e falou sobre a produção de gás natural
A Petrobras (PETR4) já está há meses sem reajustar os preços da gasolina e do diesel — e mesmo assim continua no azul. Para a CEO Magda Chambriard, a gigante do petróleo segue a entregar lucro mesmo depois de “abrasileirar” os preços dos combustíveis.
"Estamos fazendo dinheiro depois de abrasileirar os preços", disse Chambriard, em entrevista ao programa Canal Livre, na Band News, na noite do domingo (29).
A presidente da petroleira estimou em cerca de 30% a diferença do preço dos combustíveis na comparação com dezembro de 2022.
O diesel, por exemplo, já está há uma ano e meio sem reajuste. Já a gasolina está há meses sem mudança de preços.
A executiva descartou a volta para o setor de distribuição de combustíveis no curto prazo, e afirmou que no momento a Petrobras vem estudando a venda direta para grandes consumidores, como já está fazendo com a Vale.
"Vamos conversar com grandes empresas brasileiras para venda direta", disse.
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A presidente reforçou que a Petrobras está “conseguindo conciliar o interesse da sociedade brasileira com o interesse dos nossos investidores”.
“Não tem ninguém reclamando", destacou.
Na entrevista, a presidente também defendeu mais uma vez a exploração da Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial brasileira e se disse otimista em conseguir a licença ambiental do Ibama para perfurar o poço FZA-M-59.
"Entregamos respostas ao Ibama em uma reunião técnica, como eles queriam. Estamos estudando a área há mais de 10 anos e a Petrobras tem todas tecnologia e recursos para fazer essa exploração", afirmou.
Ela destacou que a Petrobras produz há anos no pré-sal em frente às praias de Copacabana e Ipanema, com total confiança da população e sem acidentes.
"Quando se fala na Foz do Amazonas acham que vão sujar a Ilha de Marajó, que é uma distância duas vezes maior do que a distância (da nossa exploração) em relação a Copacabana", explicou a executiva.
Segundo ela, o leilão das áreas da Margem Equatorial ocorreu quando ela era diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o objetivo foi diversificar a distribuição de tributos do petróleo. "Ideia é gerar tributos para os estados e municípios da Margem", afirmou.
Para Chambriard, o Brasil tem gás natural, mas levará algum tempo para trazer para a costa todo o gás produzido na região do pré-sal.
Enquanto isso, as parcerias com países vizinhos podem viabilizar o aumento da oferta do insumo e reduzir o preço no mercado brasileiro.
"Os campos do pré-sal no futuro serão campos de gás natural”, disse a CEO da Petrobras, destacando que, após o esgotamento do petróleo, ainda restarão reservas de gás.
A presidente da petroleira informou que ano que vem já será possível importar gás da Argentina, revertendo o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). Na visão da executiva, a produção da Petrobras na Colômbia for bem sucedida, poderá ocasionalmente vir para o Brasil.
"Temos duas descobertas relevantes de gás [na Colômbia], e se a gente ficar no que a gente tem hoje lá, será para atender o mercado local, mas se as expectativas forem mais otimistas, (o gás) pode chegar ao Brasil", disse Magda.
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